delírios em palavras



terça-feira, 28 de dezembro de 2010

entre a desculpa e o perdão - carpinejar

Eu já pedi tantas desculpas. Na infância, os pais, a professora e os irmãos forçavam desculpas a toda hora. Não compreendia como uma palavra me liberava a dizer palavrão depois. Uma palavra me salvava de crespar no castigo. Uma palavra e estava limpo novamente, de banho tomado na linguagem. Não era fácil dizê-la, algo como esmolar. Nunca o foi, pois o rosto de quem a espera lembra o último camafeu em uma bandeja. Eu a falava para dentro, com beiço, esperando o anúncio de um abraço ou beijo para aliviar a carga dramática. Se as desculpas são difíceis, pedir perdão é um tormento. Como diferenciar o perdão da desculpa, qual é o momento adequado para um e outro? Com perdão, os olhos devem estar fechados e a boca atenta como um ouvido. No perdão, percebo que viver não nos dá tudo, muitas vezes nos tira. Que uma voz não é sorte, que não é para ser temida, que até Deus fica nervoso durante a missa, que a morte é apenas o desequilíbrio entre o medo e o desejo, que até a humildade tem pressa. No perdão, a lealdade não precisa perguntar e a luz que me deixa ver é também paisagem. Com o perdão, percebo que se a mulher com que vivo e amo não existisse, ainda a amaria igual, amaria sua ausência com ritual e zelo, em cada objeto da casa. Que uma ave não canta a mesma música, sua memória é a árvore. A ave é a mão musicada da árvore. Perdoar é se dar conta de que o amor protege mais do que evita, que nem o mar encontrou sua transparência e o vento não chega porque se esqueceu em seu corpo. Perdoar é escoar, desculpa é recuo. Como mexer o açúcar com os dedos é diferente de mexer o sal. Perdoar é reparar que não olho tanto minha mulher para assim imaginá-la e não envelhecê-la. Que o meu melhor tempo é o tempo alheio. Que o ritmo de meus passos obedece o espaço exíguo de meu quarto. Que há lembranças que somente podem ser dançadas, nunca repetidas. Desculpas acontece quando queremos nos libertar do outro, nos redimir. Perdão não se importa com a projeção, é libertação de si próprio.

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

hoje eu acordei com medo.
o amor vai até onde os sonhos conseguem chegar,
o amor faz tudo aquilo que alguém decide acreditar

sábado, 18 de dezembro de 2010

Eu te desejo não parar tão cedo
pois toda idade tem prazer e medo
e com os que erram feio e bastante
que você consiga ser tolerante

Quando você ficar triste
que seja por um dia e não o ano inteiro
e que você descubra que rir é bom
mas que rir de tudo é desespero

Desejo que você tenha a quem amar
e quando estiver bem cansado
ainda exista amor pra recomeçar,
pra recomeçar

Eu te desejo muitos amigos
mas que em um você possa confiar
e que tenha até inimigos
pra você não deixar de duvidar

Quando você ficar triste
que seja por um dia e não o ano inteiro
e que você descubra que rir é bom
mas que rir de tudo é desespero

Desejo que você tenha a quem amar...

Desejo que você ganhe dinheiro
pois é preciso viver também
e que você diga a ele pelo menos uma vez
quem é mesmo o dono de quem

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

ah como eu queria,
na dor da nossa alegria,
te fazer feliz por um dia

e na esperança de um momento
te carregando em pensamento
deixar todos os erros serem levados com o vento

ah e se eu pudesse,
infinitamente te quisesse,
e pra sempre te tivesse

mas agora, mais que tudo vou te amar
e pela eternidade te levar
até a felicidade nos encontrar
e eu egoísta, vivendo de tanta felicidade, não soube te fazer feliz

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Não é que eu esteja procurando no infinito a sorte
Para andar comigo
Se a fé remove até montanhas, o desejo é o que torna o irreal possível
Não é por isso que eu não possa estar feliz, sorrindo e cantando
Não é por isso que ela não possa estar feliz, sorrindo e cantando
Não vou dizer que eu não ligo, eu digo o que eu sinto e o que eu sou
O problema é que eu te amo
Não tenha dúvidas, pois isso não é mais secreto
Juntos morreríamos, pois nos amamos
E de nós o mundo ficaria deserto
Eu vejo nossos filhos lembrando
Com os seus filhos que já teriam seus netos

Nando Reis
grite!

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

And I'd really love to stay tonight, if you'll have me here

sábado, 4 de dezembro de 2010

nunca soube

talvez seja tua facilidade em perder a paciência. Talvez seja tua risada sincera ou o jeito que tu sorri. Talvez seja o modo que tu me olha ou me chama. Talvez seja o teu cheiro nas minhas roupas. Talvez seja tuas preocupações intermináveis com a minha vida. Talvez seja a tua amizade com os teus amigos ou teu jogo de futebol nos fins de semana. Talvez seja tua sensibilidade com os problemas dos outros ou tua tentativa de lidar com os teus. Talvez seja o teu carinho no meu cabelo ou as cosquinhas na minha barriga. Talvez seja nossos medos que nos perturbam mas não impedem nossa felicidade. Talvez seja nossas brigas e discussões. Talvez seja nosso choro molhando nossos ombros. Talvez seja nosso beijo com gosto de água do mar. Talvez seja o vento em nossos cabelos e o sol nos nossos olhos. Talvez seja a minha tpm e teus dias sensíveis. Talvez seja teu bom humor até em dias de chuva. Talvez seja nossa vontade de viver sempre mais, de realizar tudo que a gente planejou. Talvez seja nosso casamento agendado. Talvez seja tua alegria e comemoração a cada gol do inter. Talvez seja tua capacidade de me acalmar e ouvir o que eu sinto. Talvez seja nossa cumplicidade, nossos beijos, nossos segredos. Talvez seja nossas brincadeiras e intimidades. Talvez seja o nosso para sempre que nunca vai ter fim. Talvez seja nossas madrugadas em claro. Talvez seja nossa adivinhação sobre o que cada um está fazendo. Talvez seja os teus suspiros. Talvez seja a tua calma ao me fazer dormir. Talvez seja nossa telepatia, nossa sintonia, nossa química. Não sei exatamente o que é, não importa. O fato é que me apaixono por ti de um jeito diferente a cada dia.
if the sun sets you free

terça-feira, 30 de novembro de 2010

ponha teu melhor vestido, brilha teu sorriso, vem pra cá

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

a minha vida mudou a partir de ontem;
aquilo que era não é mais;
o dia vai, a noite vem, a verdade é mesma;
se você não a aceita ela vai te matar aos poucos;
o tempo acalma, o coração perdoa;
os passos são os mesmos, o caminho é outro;
às vezes demora a se entender;
não posso te fazer feliz sem antes me deixar ser;
como eu queria ta contigo agora;
sentir a felicidade me encontrar.

domingo, 28 de novembro de 2010

Quando o que eu mais queria
Era provar pra todo o mundo
Que eu não precisava
Provar nada pra ninguém.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

"Menor que meu sonho não posso ser."

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Chora flauta, chora pinho
Choro eu o teu cantor
Chora manso, bem baixinho
Nesse choro falando de amor

Tom Jobim
Domingo é o dia dos ecos – quentes, secos, e em toda a parte zumbidos de abelhas e vespas, gritos de pássaros e o longínquo das marteladas compassadas – de onde vêm os ecos de domingo? Eu que detesto domingo por ser oco. .Clarice Lispector
não precisa falar. nosso silêncio é maior. nosso silêncio traduz. o horizonte é trêmulo por alguns minutos. nossas lágrimas o sol seca. nossa vida o tempo leva. nosso pra sempre nunca vai acabar.

domingo, 14 de novembro de 2010

perdidos

E de repente nos encontramos sem saída, nos enxergamos como verdadeiros perdidos, não há mais como voltar. As portas já se fecharam e eu garanto que se tivessem abertas, seriam indiferentes. Nos perdemos e gostamos. Nos perdemos da antiga rotina. Nos perdemos dos hábitos. Nos perdemos da tranquilidade, das certezas, das respostas. Nós somos a respostas, nós somos nossa paz. Nos perdemos, portanto fizemos novos caminhos. Nossa perdição é nosso atalho para cruzar nossos caminhos até que sejam sobrepostos.
É necessário mais coragem para escrever do que falar, porque a escrita não depende só de ti. Nasce no momento em que será lida.

.Carpinejar

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

a verdade fortifica a paz a partir de dentro

domingo, 7 de novembro de 2010

"você costuma fazer isso? viver caindo por aí?"
"só quando você está perto pra me segurar"

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

a gente

e então tu me abraças e me beijas, como se fosse a primeira vez. E assim a gente se construiu, eu te protejo, tu me defendes e formamos a sintonia perfeita. O teu abraço faz meu sorriso, que te tranquiliza aos poucos. O céu nos guia, sol e vênus, eu, tua flor. Nossos caminhos somos nós mesmos, uma estrada sem fim, o horizonte nos nossos olhos. E então eu te pego pela mão, tu me pegas no colo, eu carrego uma risada, tu carregas um sorriso de canto, e a gente segue, vivendo, sonhando, descobrindo a vida na vida um do outro. E a gente se abraça, a segurança eleva, o medo vai embora. A gente se permite, a gente foge dos outros, a gente deita e olha pro céu. A gente conta as estrelas, a gente se olha, a gente desliga os nossos celulares. A gente vai além, a gente não sai da cama. A gente dança, a gente dorme, a gente fala. E dentro de tantos verbos, nos libertamos e nos possuímos, até esquecermos qualquer medo que possa duvidar da gente. A gente desliga a TV, a gente fecha a porta e apaga luz. E de repente estamos nos amando. Infinitamente nos amando. Como se o mundo fosse nosso. Como se fossemos um só.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

descobri em você a vida

A maior covardia de um homem é despertar o amor de uma mulher sem ter a intenção de amá-la. B Marley

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Se você não aceita a verdade, ela o mata aos poucos.
a tua coragem física
não faz tua coragem humana
assim como tua segurança ao caminhar
te deixa incapaz de avançar

as loucuras dela te assustam
e te fazem querer entender
mas teu medo é forte e agudo
e ela vai saber esquecer

teus olhos do antigo verão
nao deixam o inverno passar
inverno eterno e incurável
que nunca vai te perdoar

a vontade dela é imensa
e o sorriso é sempre sincero
talvez isso te perturbe
a felicidade dela sozinha é a tua insegurança

ela sabe sorrir e rir
de um jeito ininteligivel
ela é o balanço das arvores do outono
que te deixou o frio inesquecível

talvez seja a flor que tu sempre quis ter
mas nunca soube regar
talvez seja o sol que era forte demais
e sem querer tu te deixou queimar

ela vai ser uma marca eterna
assim como as incógnitas que ela criou
talvez um dia tu as decifre
talvez não.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

e naquela tarde de chuva...

J


jornada
jurar
junho
jardim
jeito
jasmim
juízo
juntar
joãopedro

domingo, 17 de outubro de 2010

por você

por ti, sim! por ti eu engulo meu orgulho, por ti eu entrego meus segredos, por ti eu vou além, por ti eu exagero. Por ti eu me declarava em público, por ti eu gritaria que te amo, por ti eu perco a vergonha. Por ti eu me atirava de para-quedas, eu passaria frio numa noite de inverno, por ti eu ignoraria o que tu chama de frescuras. Por ti eu faria o que nunca fiz, por ti eu enfrento meus medos, por ti eu busco a verdade sempre. Por ti eu ficaria em silencio, por ti eu falava o que eu sinto. Por ti eu faria qualquer coisa pra te ver sorrir. Por mim, tu deitava no meu colo e eu te fazia dormir. Por mim a gente morria juntos, depois de ter se amado a vida inteira.
é como se o tempo parasse, como se o mundo silenciasse, eu não escuto as vozes ao meu redor. É como se o céu fosse sempre azul e o sol permanecesse em dias de chuva e durante a noite, como se o escuro não existisse. É como se nada mais importasse, como se o vento me movesse e as metáforas fizessem sentido. É como receber rosas numa tarde de terça-feira. É como fugir para praia ou qualquer lugar que lembre paz. É como mergulhar fundo e não saber explicar a sensação. É como dormir e não querer acordar. É como caminhar de pés descalços, sentir a brisa levar os cabelos e respirar o ar com o cheiro do teu perfume. É como ver o sol nascer depois do temporal. E ainda assim, é como se nada disso bastasse pra traduzir o que eu sinto. É como se o que eu sentisse fosse maior que qualquer coisa. E é.

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

e quando o sol sair
você vai ver que é verdade
que a luz brilha na intensidade
de toda a nossa vontade
e então o céu vai te mostrar
o quanto se pode ser feliz
quando se tem tudo o que sempre se quis

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

não saber

Ele não sabe. E não saber é o pior estado. Não saber se sabe, não saber o que fazer, pra onde ir, pra onde olhar. Não saber o que ela está fazendo, no que ela está pensando, não saber se ela está pensando ou se está apenas sonhando, livre na vida. Não saber se ela volta, se ela está bem, se ela está perdida, se ela quis se perder. Ele não sabe, com poucas palavras ela se calou. Ele não fala nada, nem tampouco ouve. Ele espera e cria teorias para passar o tempo. Ele inventa possibilidades, ele tenta achar uma saída. Ele prefere não pensar no depois, é inevitável. Quando não se sabe, pensa-se em tudo, no antes, no agora, no depois, no que não aconteceu. Ele passa por um momento de incertezas, o chão pode rachar ou ela pode correr sobre ele voltando, provando que o chão resiste. Ele não vai ir atrás, ele respeita o espaço. Ele não vai procurar, ele não vai ligar, ele não vai demonstrar o desespero. Ele está tranquilo, dentro do impossivel. Ele queria poder abraçá-la, ele queria poder ouvir sua voz. Mas ela vai voltar. Ela vai voltar com saudades, trazendo a noticia ou um simples recado, um aviso. De qualquer jeito ele sabe o jeito, ele sabe seguir, ele sabe olhar para tráz sorrindo. Mas ela vai voltar, talvez demore e se assim for, ela que estará nas mãos dele. Ela que vai esperar, o tempo que ele aguentou, por todo o amor que ele sentia e ela tentou guardar.
ela quer ir para praia, ela quer esquecer os problemas, ela quer perder os erros, talvez queira fugir de si.

domingo, 29 de agosto de 2010

''mas eu sei que um dia a gente aprende, se você quiser alguém em quem confiar, confie em si mesmo.''

terça-feira, 24 de agosto de 2010

De repente sentiu falta. Depois de um tempo percebeu que ela não estava mais ali, como sempre, aos seus pés e nas suas mãos. Quando finalmente faltou a luz que iluminava teu dia, o invisível saltou aos teus olhos e agora tu enxergas que ela foi embora. Ela não se importa mais. Talvez fale contigo, ela é educada, ela tem nível. Não é como tu, que és baixo, que não sabe medir o que diz, que age por impulso e recua com covardia. Ela sabe o que ela merece, ela sabe o que vale a pena. O preço dela agora é outro. Fora de alcance pra ti, que não sabe o valor dela, nem tampouco o que tu deixastes de ter.

domingo, 22 de agosto de 2010

Quem te faz assim?

Por quem tu mudarias? Por quem tu serias capaz de ir além? Por quem tu passarias frio num dia de inverno? Por quem tu te queimarias num dia de sol? Por quem tu passarias uma noite em claro na tentativa de melhorar? Por quem tu sonharias até se realizar? Por quem tu atravessarias o que fosse necessário pra buscar? Por quem tu deixarias qualquer coisa para amar? Por quem chorarias sem vergonha do sentimento? De quem tu lembrarias com saudades sorrindo? Pra quem tu dedicarias uma música ou poesia? Pra quem tu escreverias as palavras mais bonitas? Por quem tu aprenderias o significado de um silêncio? E por quem tu estarias onde for para ser presente? Por quem tu largarias o mundo inteiro para fugir? Pra quem tu darias a mão para evitar cair? Com quem tu viverias os melhores momentos? Por quem tu darias o mundo se fosse preciso? Quem tu abraçarias para proteger? Por quem tu achas que valeria a pena sofrer? Por quem tu ficarias e seria incapaz de ir? Por quem forçarias um sorriso para ver sorrir?

O amor não exige provas, ele é a maior delas.

O que te faz sorrir?

terça-feira, 17 de agosto de 2010

o pouco tempo é estranho

O vazio vai preenchendo e é estranho, faz tão pouco tempo. Não importa, os pensamentos são constantes, assim como os planos e vontades. A maior delas, impossível no momento. Tanto a dizer, o ato de se manter em silêncio, simplesmente para não atrair barulhos agudos ou ter uma visão trêmula. O não saber é horrível, a vontade de saber é perturbadora, mas não tanto quanto a vontade de estar junto. Faz pouco tempo e é tão estranho. O coração pára e acelera, é como se meio termo não existisse. Os sentimentos se alternam entre desânimo e felicidade absurda. É estranho porque faz pouco tempo. Meus atos se intercalam de espera à certeza da chegada. Falta pouco, mas o pouco às vezes é eterno. Como um dia feliz, que muitas vezes se alonga e se torna raro durante 4 dias. Como o corpo completo, que parece vazio quando sozinho. De repente isso é vontade excessiva, de repente seria controlável. De repente é uma saudade opcional. Mas é estranho, apesar de fazer pouco tempo. De repente é simplesmente verdadeiro demais e por isso seja incomum. Por ser único, se torna essencial. E tudo que é essencial é necessário constantemente. Faz pouco tempo, mas o pouco às vezes é eterno, e os 2 dias sem te ver foram uma eternidade. Vem pra cá. Agora. De repente passa.

domingo, 1 de agosto de 2010

eu poderia sair dançando pelas ruas da vida, cantando a eternidade do que eu to sentindo. eu poderia me jogar e quebrar os limites, ultrapassar as regras. eu poderia me perder na minha felicidade, proporcionada por cada um dos teus gestos. eu poderia traduzir meus pensamentos e sentimentos, combinando as melhores palavras para fazer disso uma declaração. eu poderia dizer que te amo.

e talvez isso bastasse. talvez baste.

é lá

É lá que os pensamentos voam soltos, formando um vento que me distrai. É lá que a brisa é suave e pura, afastando tudo o que poderia atormentar. As águas afundam o que há de ruim, ao mesmo tempo em que as mágoas morrem afogadas. As ondas trazem as lembranças mais distantes e levam embora o que se quer esquecer. A luz que vem do céu, carregada pelos raios de sol, liberta a inspiração para felicidade, tornando o dia perfeito. É disso que precisamos. Desse momento isolado do mundo que nos permite esquecer da vida e lembrar que tudo isso existe somente nela.

sexta-feira, 23 de julho de 2010

The smile on your face
Lets me know that you need me
There's a truth in your eyes
Saying you'll never leave me
The touch of your hand
Says you'll catch me wherever I fall
You say it best when you say nothing at all

terça-feira, 20 de julho de 2010

there is nothing left to say

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Te olhando assim, parece que o mundo pára, que tudo faz sentido, que o tempo é previsível. Foi te olhando que eu descobri a simplicidade da vida, o valor de um sorriso. Foi assim que percebi minha timidez e falta de jeito, foi nos teus olhos que achei minha simplicidade, minha pureza, minha alegria. Já nos teus braços, achei minha confiança, minha esperança para continuar, minha liberdade. Me perdi e me encontrei milhares de vezes, me prendi e desprendi, seria capaz de cometer suicídio, não sentiria dor melhor do que a de morrer sufocada em ti. Com as tuas mãos construi nossa relação. Tuas mãos me acalmaram e permitiram segurança. Tuas mãos nos fizeram cúmplices, nos tornaram íntimos diante de nossa estranheza. Estranheza que se acaba a partir do momento em que sorri. O teu sorriso me garantiu que tudo vai dar certo, me fez feliz do jeito mais simples, libertou o sol em um dia nublado. O teu sorriso falou mais do que tudo que escrevo, digo e penso. E assim vou vivendo, me descobrindo nos teus olhos, presa nos teus braços, segura nas tuas mãos e perdida no teu sorriso; te amando das mais variadas formas que tu me permite.

quando é amor

Não me dou paz sequer por um segundo. Pode estar tudo perfeito, mas não adianta, quem ama é desorganizado, às vezes fala demais, as vezes fica mudo, às vezes sente muito frio, às vezes muito calor. O amor é sem medidas, não é concreto, nem tampouco imaginável, só quem o vive entende. Quem ama tem medo de perder, quem ama tem medo de ser inseguro demais, quem ama se culpa antecipadamente, quem ama planeja até mesmo a espera de uma surpresa. E isso diferencia a pessoa que ama do apaixonado. O apaixonado testa o que o amor prova. O apaixonado acelera o que o amor não só espera, mas retarda e adia. O apaixonado incrimina e culpa o que o amor perdoa. O apaixonado vive o momento que o amor considera uma vida. O apaixonado age sem pensar, o amor pensa demais sem agir. O apaixonado descarta o que incomoda, quem ama procura a explicação do que incomoda. A paixão não precisa de testemunhas, o amor é a própria testemunha. O apaixonado não se prepara e vive de improvisos, o amor demora para falar e guarda para si. A paixão começa rápido, o amor não termina. Quando é amor, é eterno, é intenso, é a vontade de ir além e o medo de ultrapassar limites. É o medo de transformar o 'te amo' em bom dia, mas sentir um vazio quando não diz nada. Quando é amor, não há explicação, as palavras faltam, o silêncio diz tudo. Quando é amor, é assim: a vontade de viver junto sempre mais e o medo de não viver tudo; é sentir a presença, mesmo sem estar junto.
de mãos dadas se constrói uma relação.

sábado, 17 de julho de 2010

"Pouco se pode esperar de alguem que só se esforça quando tem a certeza de vir a ser recompensado"

domingo, 11 de julho de 2010

Now i stared at you
From across the room
Until both my eyes were faded
I was in a rush
I was out of luck
Now I'm so glad that I waited
Well you were almost there
Almost mine...yeah
They say love ain't fair
But I'm doing fine...
Minha menina,
sempre passamos por estradas longas, com curvas perigosas e pedras que podem machucar. Agora finalmente esse caminho acabou, e estás livre para seguir no horizonte. Ainda que com olhos úmidos, não há razão para ficar parada, com a cabeça nas nuvens e os pés no chão. Te digo para não lembrar do que já esqueceu e não aprender de novo o que já sabes há tempo. Agora está na hora de mudar, de ir além, deixar os pensamentos correr dentro do que é mais importante no momento. Esqueça a vida, tu ta livre, sem objetivos, mas pronta para ir em frente. A vida é assim, nunca sabemos até onde chegar e quando parar, a menos que falem quando uma estrada termina. E quando chega ao fim, basta sair do beco e começar de novo, mas dessa vez em outro lugar. Me dê tua mão, que eu te levo embora. E nunca esqueça de fechar os olhos toda vez que for olhar para trás.

sábado, 10 de julho de 2010

já era

Depois de ir embora, tu vais perceber que deixou alguma coisa. Talvez percebas que esquecestes o sol de tua vida e tente voltar. Talvez seja tarde demais; ela estará iluminando outra vida.
Esse é pra ti, covarde.
Deixe o sol entrar pela janela, deixe o vento bagunçar o cabelo, sinta o calor que penetra na pele e levante os braços; contemple a maravilhosidade que o céu dá a vida.

Feche os olhos e seja feliz

acabou

Ele foi longe de mais, superou todo tipo de palavras, ofensas, deixou o silêncio. Apenas o silêncio e a agonia que tanto a perturba. Ela insiste em dizer que está bem, mas guarda em si a esperança de tê-lo de volta, guarda em si o medo de tê-lo perdido de vez. Ele não se preocupa, não mede promessas, fala e depois não sabe consertar. Ela fica na espera de um dia tudo mudar. Não vai mudar, não é a toa que 30 meses se passaram iguais. Ela fazia planos, ele só queria estar ali. Ele não quer saber, não doa satisfação, ele vai embora simplesmente. Ela não sabe para onde olhar, não sabe nem sequer abrir os olhos. Ela não sabe para quem correr, estando no seu próprio abrigo. Ela não percebe que não adianta fugir dele, se ele está dentro dela, ela precisa fugir de si. Ele foi covarde, não soube amar, nem tampouco considerou o amor que recebia. Ele foi distante, ouviu suas palavras e devolveu-as vazias. Ele foi insensível, lhe deu uma rosa que após 3 dias murchou. Ele foi egoísta e não devolveu o que é ela lhe deu. Ela está iludida, ela não acredita mais, ela quer sumir por uns dias. Ele acredita que com o tempo tudo se ajeita, com o tempo ela volta a ser a mesma, ele acha que a tem em suas mãos para sempre. Não por hoje. Hoje ela vai fugir. Hoje ela vai mudar, vai abandonar, vai esquecer. Hoje ela vai pensar nela, ela vai se importar com ela, ela vai dar valor aos seus sentimentos. Ele não deixou notícias, nem vestígios. Mas ela sabe que não há por quê ficar, ela sabe que as coisas não mudam, por mais que o mundo gire. E então ela terminou a história que ele nem começou.
'Não tenho medo do escuro, mas deixe as luzes acesas...'
O que seria de nós se não fosse a saudade durante toda a semana? O que seria de nós se não fosse a ansiedade e vontade de viver cada vez mais, como se cada segundo fosse o último. Como faríamos se não tivessemos um tempo limitado, uma saudade agendada, não teríamos a urgência em estar junto, não contaríamos os dias, nem tampouco as horas. Como seríamos se além da confiança tivéssemos a sabedoria e certeza da eternidade, não teríamos o medo de se perder a cada briga por motivos fúteis. Seríamos acostumados, seríamos rotina, seríamos normais. As surpresas seriam esperadas, os toques não gerariam arrepios, as palavras seriam decoradas, um passo-a-passo sem fim. Talvez o amor não acabasse, devido a necessidade e dependência em estar junto, mas não teria mais paixão. Não somos assim. Nos descobrimos diferentes a cada toque, vivemos com a urgência em estar perto, com carinhos variados, frases espontâneas. Nos surpreendemos a cada olhar, a cada risada, a cada silêncio que nossas respirações proporcionam. Nos apegamos, mas nos limitamos, sabendo até onde ir respeitando nossos espaços. As surpresas são inesperadas, nunca sabemos aonde vamos chegar, mas sabemos o caminho a seguir. Assim, apesar de sermos nossas próprias certezas, somos também nossa fuga, nossa paz, nossa liberdade quando estamos juntos.
Não somos só amor, somos mais que isso.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

nem todo

nem toda gota é chuva
nem todo raio é sol
nem todo ouro brilha
nem toda saudade faz mal
nem todos mentem
nem toda verdade é real
nem todo mundo sente
nem toda dor é mortal
nem todo sentimento pensa
nem toda felicidade é certeza
nem toda loucura é doença
nem tudo que é lindo é beleza
nem todo amor é amizade
nem toda amizade é sem fim
nem todo mundo entende
nem todo mundo vive assim
nem todo tempo é espera
nem toda resposta é sim
nem toda fraqueza é solidão
nem todo sonho é razão
e nem todo mundo sabe
o que só um precisa saber
que nem todo mundo encontra
o amor que achei ao te ter.

terça-feira, 6 de julho de 2010

quantas vezes

Quantas vezes amamos outras pessoas antes de nós?
Quantas vezes juramos nunca nos apaixonar?
Quantas vezes duvidamos do que estávamos sentindo?
Quantas vezes não acreditamos no que vimos?
Quantas vezes pensamos em desistir?
Quantas vezes nos cruzamos sem nos olhar?
Quantas vezes nos olhamos sem nos perceber?
Quantas vezes lutamos para esquecer?
Quantas vezes esperamos pelo que já estava acontecendo?
Quantas vezes tentamos dar nossas vidas em troca?
Quantas vezes prometi te amar até a morrer?
Te amar até a morte não é suficiente para mim. Preciso de ti por mais de uma vida para amar tudo o que sinto.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

perdoar não é esquecer

Vivemos em um mundo em que as pessoas e principalmente suas atitudes, nos surpreendem a cada dia. Em muitas vezes somos ingênuos, acreditamos e confiamos nas palavras e sentimentos dos outros, que nem sempre são sinceros. Assim, passamos a idealizar situações, esperando delas muito além do que poderíamos receber.
A decepção é um sentimento inesperado, não se prevê, já que é resultado da contrariedade do que esperávamos. Quando ela chega, ela invade o corpo, nos tornando tão imprevisível quanto a mesma. Acontece quando a verdade sobrepõe a mentira, quando a traição domina a confiança, quando os olhos enxergam tudo aquilo que o coração seria incapaz de sentir.
Embora o sentimento de culpa atormente por um tempo, ele é amenizado quando perdoado, sendo até capaz de sumir. Quando decepcionamos alguém, automaticamente nos decepcionamos também, mas a dor é passageira. Depois que obtemos o perdão, a culpa diminui, a consciência se torna mais leve, pois nos forçamos a acreditar no decepcionado, que diz que perdoa, que passou, que até esqueceu.
Nunca se esquece. Quem se decepciona não esquece, fica atento. Se antes confiava, agora desconfia, vai querer sempre conferir, duvidar. Não vai acreditar em palavras, nem tampouco esperar por atitudes, vai agir por si mesmo, vai pensar em si. O decepcionado vai fingir, vai perdoar, vai garantir que tudo será como antes. A única garantia nessa história é que a dor é mais real que a mentira. O decepcionado, quando não perdoa, se remoe em lembranças. Saudades são violentas quando mudamos de endereço. Saudades se tornam insuportáveis quando mudamos de sentido.
Desse modo que se encontra a vida de quem sofre; vazia e sem sentido. Não sabe-se mais em quem acreditar, não sabe-se mais pelo que vale a pena esperar.
Quem se decepciona com frequência, é por viver de esperanças, não enxergar o que tantas vezes lhe foi mostrado, ou talvez simplesmente, por não saber amar. Assim, perdoa por amor e sofre o dobro do que se sente. A decepção pode ser perdoada, mas nunca será esquecida.

domingo, 4 de julho de 2010

"... tinha suspirado,
tinha beijado o papel devotamente!
Era a primeira vez que lhe escreviam aquelas sentimentalidades,
e o seu orgulho dilatava-se ao calor amoroso que saía delas,
como um corpo ressequido que se estira num banho tépido;
sentia um acréscimo de estima por si mesma,
e parecia-lhe que entrava enfim numa existência superiormente interessante,
onde cada hora tinha o seu encanto diferente,
cada passo condizia a um êxtase,
e a alma se cobria de um luxo radioso de sensações!"

terça-feira, 29 de junho de 2010

te amo

eu amo o jeito que falas comigo
e o fato de sempre se preocupar,
amo quando o mundo pára
toda vez que fico a te olhar

eu amo a tua falta de pressa,
a tua calma e simplicidade,
te amo até nas nossas brigas,
sempre por contrariedades

eu amo me identificar contigo
e poder ser eu sem ter que fingir
amo saber que te tenho comigo
e que não há mais para onde fugir

eu amo o fato de o tempo passar
e apesar de a saudade sempre aumentar,
não ter medo de te esperar
e contar as horas para te encontrar

eu amo como sempre consegues me entender
e a partir disso me ensinar a viver
com todos os defeitos e virtudes que pode se ter,
me levando a arriscar sem temer

eu te amo do tamanho do sol
que insiste em teus olhos transformar
e cada vez que te encosto me queimar
com o fogo que arde ao me esquentar

te amando eu vou seguindo
sem querer nunca parar
me perdendo e me encontrando
respirando no teu mar

te amando eu vou vivendo
sem cansar de te querer
e te querendo sempre mais
nem sei sem ti viver

te amar é minha alegria
é a luz do meu dia-dia
é a vontade de acordar
e ter a certeza de que vou me apaixonar
toda vez que em ti pensar.



domingo, 27 de junho de 2010

desaprendi

Não sei mais escrever. As palavras faltam, somem, nada é digno de tradução. Os pensamentos voam, a alma desperta, os sentimentos são inquietos. Mas não adianta, a inspiração não vem. Dizem que quando tudo está completo que é o momento de descrever a felicidade. Eu não consigo, não sei fazer isso. Prefiro deixar a felicidade comigo, evitar o desperdício e guardar em mim o que sinto e vivo. É difícil escolher as palavras certas, organizar as idéias, explicar a maravilhosidade da vida. As coisas boas não se explicam. Não há razões e motivos para traduzir o que se sente. É assim que se explica o que se sente; com a falta de explicação.
Não sei mais escrever, resolvi demonstrar o que eu sinto de outro jeito.

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Por mais que prefira o calor, não se aproxime de mais do sol; ele queima.

terça-feira, 22 de junho de 2010

o que me faltava

É estranho escrever a paz. É estranho desenhar entre as linhas a calma que eu sinto quando estou contigo. É estranho ter certeza, depois de meses sem saber. A normalidade que tudo acontece me tranquiliza, apesar da constante falta de ar ao te ver, apesar dos arrepios e do batimento acelerado. Apesar de todos os pesares. Meu sono é mais profundo, meu dia mais feliz, os pensamentos me levam pra longe e sempre acabo chegando em ti. Anos não proporcionam tanta alegria, como a que sinto com algumas horas do teu lado. Anos não foram tão intensos, quanto segundos em ti presa. Não se explica o toque, não se explicam as palavras mudas, não se explica o sentimento tímido se entregando, não se explica o cheiro penetrando, nem mesmo a espontaniedade ao te contar histórias. As flores ficam mais bonitas, o sol nasce mais quente até mesmo nos dias chuvosos e o tempo passa com a mesma pressa que sinto enquanto te espero. As frases não comovem mais, a tristeza não inspira, a caneta falha as palavras inteligentes e restam somente as puras ou as invisíveis. Quando estou contigo o mundo pára, as luzem apagam para permitir brilho às estrelas e eu abro a porta. E enquanto entras, entra também o teu amor de mãos dadas com a certeza. A certeza de te ter comigo até quando não estou contigo. Como se só isso faltava para trazer vida à minha vida, como se agora tudo estivesse completo e preenchendo os espaços vazios. Felicidade, paz, tranquilidade, vontade de viver. Agora não me falta mais nada. Só alguns dias pra te ver de novo.

domingo, 13 de junho de 2010

além do que se sente

Quando o que se quer é muito mais que um sonho, é real. Quando se acha o que se escondia e se descobre o que se procurava. Quando o que te completa, não só te preenche, como te sustenta. Quando se enxerga o visível e o invisível, sem medo de caminhar com os olhos fechados. Quando se vive com a intensidade de quem ama e a urgência de quem deseja. Quando se quer aproveitar ao máximo, tentando deixar um pouco de si e levar um pouco de ti a cada toque. Quando se vive tudo o que sempre se quis e não achar palavras para traduzir o que antes eram frases soltas. Não é amor. É muito mais que isso.

sábado, 12 de junho de 2010

antes as palavras sobravam, hoje elas faltam e quando aparecem dizem muito pouco e são insuficientes. talvez elas não digam nada ou não traduzam a intensidade de cada segundo. palavras não bastam mais.

terça-feira, 8 de junho de 2010

um dia

um dia você saberá
o que o brilho de uma estrela pode significar
quantos passos se dão para chegar ao mar
tudo o que eu te falei foi pra te mostrar
que basta fechar os olhos para enxergar
as voltas que o amor nos faz dar
para criar coragem e chegar ao mesmo lugar
que eu te esperaria se não fosse te buscar.

sexta-feira, 4 de junho de 2010

insuficiente

Quando se tem o que se quer, mas não o que se sonha. Quando se acha o que se escondia, mas não o que se procurava. Quando o que te completa, não te preenche. Quando se ama com coragem, mas recua na entrega. Quando se enxerga o invisível, já que o visível cegava qualquer atitude. Quando se quer recuperar o tempo desperdiçado e se vive com a urgência de quem prevê a morte. Quando se quer aproveitar ao máximo, pelo medo de não estar aproveitando tudo. Quando se vive tudo o que sempre se quis, e ainda assim, considerar insuficiente e querer mais.
Amar nunca basta. Quando basta, não é amor.

quinta-feira, 3 de junho de 2010

me deixa apenas te sentir, esquecer a vida e ter a liberdade de estar presa.

escolha

A felicidade não se explica quando encontrada. Ela acontece e cabe a cada um decidir o modo que irá vivê-la e por quanto tempo.

segunda-feira, 31 de maio de 2010

queria poder gritar e me desfazer de todas as dúvidas que me acompanham desde que eu acordo.

nada

O nada pode se resumir em tudo. Quando não sabemos nada, não sentimos nada, não pensamos nada, muitas vezes é porque o tudo que temos em nossas mãos, cega o pouco que poderíamos enxergar. O nada é tudo que somos incapazes de sentir, por ser tudo ao mesmo tempo.

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Per amore hai mai fatto niente solo
Per amore hai sfidato il vento e urlato mai ?
Diviso il cuore stesso pagato e riscommesso
Dietro questa mania che resta solo mia


Per amore hai mai corso senza fiato
Per amore perso e ricominciato
E devi dirlo adesso quanto de ti ci hai messo
Quanto hai creduto tu in questa bugia
E sarebbe como se questo fiume in piena risalisse a me

terça-feira, 25 de maio de 2010

Sorria. Ilumine a vida. Durma. Para não esquecer. Vá embora sempre que quiser. Me leve contigo sempre que for.

sem lembrar, sem esquecer

Veja o sol dessa manhã tão cinza, os passáros cantam as melodias tristes da vida que se passa. Sinta o ar puro que o vento traz fortemente, me congelando a cada passo de distância. Escrevo e apago, desenho e risco. As horas passam, parando de segundo em segundo. Durmo para não lembrar, sonho para não esquecer. A vontade traz a lembrança, que lembra o silêncio, que substitui tudo o que considerava eterno.
Não sou mais o mesmo. Nunca serei mais o mesmo.
Só queria encontrar alguém mais louco do que eu para voltar à normalidade.
- Carpinejar

sobrevivo

A cada dia se sobrevive de um jeito, a cada dia há novas formas para sobreviver. A felicidade depois de encontrada não se perde por nada, e não se leva por engano. Te tendo comigo, tenho a certeza e nem preciso te ver. Quando não te vejo, te pressinto.
não há nada que seja verdadeiramente suficiente para preencher o vazio que sempre fica a cada olhar de despedida.

sábado, 22 de maio de 2010

quando achamos que sabemos, a vida transforma, o mundo gira, as perguntas mudam.

sexta-feira, 21 de maio de 2010

tempo no tempo

Aprendi que o tempo é relativo, as coisas não acontecem por acaso, o tempo de espera não foi perdido. Foi nele que eu percebi que em todo o tempo há tempo para acontecer.

sem palavras

O silêncio sempre acaba falando mais. O silêncio transmite. É no momento de palavras nulas que se escuta a respiração. É quando estamos mudos que sentimos e percebemos a intensidade do que estamos vivendo. A falta do que falar e não se preocupar com isso, prova o preço da pureza. O cheiro ultrapassando as roupas, a vontade de ir além e o medo de ir longe de mais. O teu casaco e as minhas unhas. A falta de noção de tempo e despreocupação com o relógio. Nem sabemos em que tempo estávamos. Não importa. A falta de palavras também é um modo de falar. O silêncio fala mais alto.
O que se esforçou para viver não desaparece de repente, é mantido pelo silêncio.

na casa ao lado

Quando a felicidade aparece repentinamente, é raro encararmos de frente. O medo e todas as dúvidas que sempre me acompanharam, insistem em não me deixar. Parece que é tudo um sonho e que a qualquer momento pode-se acordar e voltar a realidade. É uma viagem com todos os sentimentos possíveis. De repente me entrego, do nada recuo. A felicidade me permite avançar, me permite ser, me permite ir aonde eu quero. O medo me traz lembranças, me faz pensar, foca os erros. Tento não pensar, mas vivo num mundo em que o que se sente, se faz e o que se faz, se pensa sobre. Não quero deixar de viver o que sempre considerei inatingível, mas a ilusão sempre morou do lado da minha casa, tão perto que às vezes me confundo e já estou no terreno do vizinho.

terça-feira, 18 de maio de 2010

...nada como amar em dobro: na espera e na confirmação.

não me conte

O chá amargo fervia na minha boca enquanto eu refletia sobre o assunto. No momento pra mim tudo gira, tudo é complexo demais, tudo é possível. Às vezes é melhor não saber algumas coisas para poupar preocupações, poupar dúvidas. As dúvidas complicam, elas traem tudo o que se levou tempo para construir, ela barra a segurança e a confiança. O que os olhos não vêem, o coração não sente, mas depois de ver, busca-se todos os tipos de explicações e nasce todos os tipos de sentimento. Se enxerga além do que existe, se pensa além do que se deve. O que eu queria era ficar na minha, sem saber. Assistir a chuva de pantufas, segurando minha xícara. Sem pensar em nada, estaria contigo ao meu lado impedindo qualquer que fosse a ilusão.

segunda-feira, 17 de maio de 2010

não seja sincero, não comigo

Não quero que seja sincero, não te peço confissões, nem ao menos declarações verdadeiras. Não quero que mintas, mas que me conforte. Pode dizer além do que devia ou então deixar de dizer. Pode inventar histórias, sentimentos, desculpas. Não me importo. A fala não me alivia, a verdade traz angústias. 'Posso ser sincero?' é sinônimo de 'aguente, sem gritar', é a culpa se transformando em missão cumprida. Não acho que viver feliz na mentira é pior do que viver sofrendo com a verdade. Falar o que se pensa, não é falar o que se deseja. Não quero ouvir tuas palavras na intenção de me proteger, de cuidar, de querer o melhor pra mim. Não faça isso, porque assim estará mentindo. Ninguém fala a verdade pensando no outro, e sim pensando em cumprir sua obrigação com sua consciência. Seja verdadeiro consigo,com os outros, com seus amigos, com seus pais, comigo não. Na tua sinceridade, não encontrarei palavras agradáveis, não irei dormir tranquilamente, não irei acordar cantando. Não te peço a verdade, te peço apenas o amor. O amor não se relaciona ao que se pensa. Ele simplesmente acontece e não mede pensamentos e verdades. Amor é impulso. Amor é mentira sincera. O amor, por mais sincero que seja, não despeja verdades, as guarda pra si. O amor oferece asas até para aqueles que não sabem voar.

domingo, 16 de maio de 2010

Quem pensa que está fora do amor, entra.
Quem pensa que está dentro, sai de si.

mudança

Me referem por ingênua, por acreditar na superação e salvação dos outros. Me chamam de iludida por acreditar que as pessoas mudam. Eu acredito nos outros, acredito no poder das palavras e acredito em dobro quando provam. Acredito na evolução, na capacidade de enxergar os erros, de amadurecer. Acredito na mudança do pensamento, na mudança do sentimento e na mudança da ação. Acredito em força de vontade, na luta de querer ser melhor, na carência por realizar sonhos. Acredito no amor e principalmente na possibilidade de qualquer um se apaixonar no seu tempo de mudança. E depois que isso acontece, ninguém é mais o mesmo. As pessoas podem não mudar sozinhas, mas o amor muda as pessoas.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

mentira

Enquanto se pensa, tudo é mentira. Nossos pensamentos nos impõem verdades e nos forçam a acreditar naquilo que nem sabemos se é ao certo. Nos obrigamos a ver os dois lados da história e trair o que sentimos quando seguimos o caminho que não queremos. Quando nossas mãos se encostam, o medo puxa a minha para mim e orgulho cruza os teus braços. Limitamos nossa vontade, nos perdemos nos sonhos e acordamos para não nos encontrar. Seguimos a vida com os olhos atentos, proibindo erros ou qualquer tentativa de cair na tentação. Parecemos seguros e superiores. Isso é só o que se pensa. O que está por dentro é tão intenso e sincero que fingimos para demonstrar.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

teus olhos me envolvem
e fico sem saída
me perco e me acho
nas esquinas da tua vida.
tudo é esforço neste mundo onde se quer coisas,
tudo é mentira neste mundo onde se pensa coisas,
tudo é outra coisa neste mundo onde tudo se sente.

Fernando Pessoa
Me joga palavras e quer que eu as desvenda. Me joga ironia e quer que eu entenda. Me joga sentimentos e quer que eu me dê por culpada. Te jogo meu amor e me empresta o relógio...

domingo, 2 de maio de 2010

quando não te escrevo, te leio.

sexta-feira, 30 de abril de 2010

me deixa

Aproveita o meu espiríto de despedida, minha vontade de mudar e por favor entre no meu ritmo. Esqueça o meu comportamento anormal, as minhas indiretas e brincadeiras e o fato de eu te sufocar. Não era pra ser e nunca foi, a coragem não veio e não virá, as mudanças ou são radicais ou não acontecem. Melhor dividir os caminhos, não adianta mais fingir, nem ao menos tentar acreditar numa verdade escondida por trás de todos os sinais que eu já recebi. Uma moldura bonita não salva um quadro feio. Não vamos colocar flores na sujeira. Entre aceitar e compreender há um longo caminho. Já caminhei os tempos da compreenção, percorri todas as curvas que tentaram me fazer voltar e todas as pedras que se tentaram obstáculos. Hoje não entendo o sentido das coisas e o que faz as pessoas não desistirem. Insiste-se em dizer que o caminho mais difícil vale mais; eu concordo e digo que mais dificil do que insistir é desistir. Então dobre a esquina e me deixe de vez, acabe com tudo o que poderia ser, o que poderia mudar. Fomos longe, mas agora estamos voltando.

quinta-feira, 29 de abril de 2010

impulsividade

Na frente dos ponteiros, na frente do sol, na frente dos corredores. Na frente dos pensamentos, dos sentimentos, das teorias. Na frente do saudável, do certo, da verdade. Na frente do proibido, do negativo, da reação. Na frente da vontade de saber te querer, na frente de mim mesma, na frente do que se permite. Vivo na frente. Atropelo e ultrapasso. Impulsividade não é agir rápido demais, é demorar a perceber a ação que já se fez.

quarta-feira, 28 de abril de 2010

me irrita.

Me irrita a falsidade.
Me irrita a falta de vontade.
Me irrita a mentira na simplicidade.
Me irrita a tua complexidade.
Me irrita o excesso de intensidade.
Me irrita a tua meia verdade.
Me irrita a curiosidade
em saber o que está pela metade.

o que está no fundo?

Parece loucura, mas não imaginava que chegaria a esse ponto. Nem eu, nem ninguém. Mas hoje algo mudou, naqueles 10 segundos em que nem sequer piscamos, me senti diferente. Teus olhos transmitiram mais do que deveriam e eu fiquei sem ação. Essa curiosidade por saber o que vem por trás do teu sorriso, que agora é diário, me deixa confusa com tudo o que eu pensava saber. Por momentos tento afastar todo o tipo de pensamento que me leve até a ti, simplesmente porque não acredito que seja possível, não acredito no que está acontecendo. A tua voz vem aos meus ouvidos mesmo quando não estás por perto e isso me faz sorrir de canto. Inocentemente mexe nos meus cabelos e pergunta se sinto frio, inocentemente nos encontramos totalmente juntos, como se fosse sempre assim. Hoje pela primeira vez mexeu comigo, pela primeira vez me fez perceber que nem tudo era como eu achava. E agora diante das tuas frases de brincadeira e da tua risada infantil, penso se alguma vez já tivesse me sentido assim. Tu me fez encontrar em ti, a espontaniedade e inocência que faltava em mim. Só me resta saber se ao fundo encontrarei a verdade ou se quando chegar ao fundo, chegarei a ti.

terça-feira, 27 de abril de 2010

amanda

É estranho pensar em ti depois de um ano. Foram 12 meses em que nos descobrimos de novo, mas dessa vez por caminhos diferentes, com outros pensamentos, totalmente independentes. Justo nós, que vivíamos uma pela outra, que não deixava nada nos abalar, justo nós, optamos por colocar um final. Depois de tempos sem se falar, apesar de ter comigo o tempo todo, conseguimos ao menos acabar com o orgulho e com todos os sentimentos que impediam a nossa união. Desde lá nada foi igual. Apesar da saudade e da vontade de voltar aos tempos em que éramos irmãs, nunca conseguimos a reaproximação. Hoje me deparo com milhares de lembranças que talvez até já tenhas esquecido, mas pra mim foi tudo marcante demais. Hoje eu lembro de tudo como se fosse agora, como se ainda fosse nós, como se eu fosse chegar em casa e ir pra tua, como se eu fosse te ligar cada vez que sentisse que o mundo fosse cair. Hoje eu me perco em nossas fotos ou qualquer outra coisa que demarque tua presença ou tudo aquilo que já fomos. Eu vejo que o tempo passou e apesar de tudo continuar no mesmo lugar, nós não somos mais as mesmas. Outros objetivos, planos, sonhos. Outras amizades, outros hábitos, outra rotina. Apesar de tão perto, estamos longe. Mas mesmo estando longe, minha saudade nos aproxima, trazendo de volta cada momento de felicidade espontânea. Dizem que perder um amor é a pior dor que se pode sentir. Eu digo que a dor de perder uma amiga é maior, pois é infinita e insubstituível. Porém, eu não te perdi. Talvez agora estejamos perdidas, mas se um dia nossos caminhos se cruzarem, poderemos nos reencontrar.

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Ele foi covarde. Ele foi incapaz de desculpas, explicações e promessas. Ele foi covarde simplesmente porque não admitiu o erro, não voltou, não foi além. Ele não se permitiu tentar, não se permitiu entender a si mesmo. Ele quer o mundo pra ele, ele desperdiça chances, ele acha que tem todos. Ele acabará sozinho. Suas indecisões bloqueiam o caminho, esconde as opções antes tão desejadas. Ele foi covarde, ele terminou sem nem começar. Ele prometeu e não cumpriu. Ele falou e ficou surdo. Ele foi covarde e ela acreditava que a coragem viria depois. A coragem não vem depois, ela vem antes ou não vem. Foi covarde por falar repetidos sim, sem perceber as consequencias. Ele não mediu a força das palavras, a intensidade dos atos, a possibilidade de enganar e iludir. Ele não pensou, não teve consideração, ele foi fraco. Ele se tornou aquele que deveria ter sido, mas não foi. O morto que não foi enterrado, o que desapareceu permanecendo por perto e assombrando. Ele foi covarde a ponto de despertar nela raiva, vontade de se retirar, de se calar ou de nem sequer ouvir. Ele ainda é covarde porque não admite erros, não entrega o arrependimento, quer dividir a culpa. Ele tem esperança de que ela volte, ela sempre volta. Não dessa vez, sua covardia mudou os hábitos dela. Sua covardia provocou saudades nele. ''Saudades são violentas quando mudamos de endereço; saudades são insuportáveis quando mudamos de sentido''. Mas ela é forte, ela encara, ela sabe seguir em frente. Enquanto agora ele se remoe em dúvidas, arrependimentos não assumidos, atos não conquistados, ele se consome em incapacidades. Ele confundiu covardia com sacríficio. Ele não sabe mentir, nem tampouco dizer a verdade. Ele apenas diz, e com tantas palavras e apenas palavras a conquistou. Conquistou de modo a fazê-la amar sua covardia. Talvez seja o que restou dele nela.

quarta-feira, 21 de abril de 2010

do sonho ao real

Ela jura que está tudo normal, que nada mudou. Ela fingi a felicidade em cada sorriso, em cada ato que parece ser espontâneo. Ela esconde o medo dentro de si, permitindo que o mesmo a envolva, fechando todas as saídas, bloqueando as alternativas. Ela sonha e imagina por segundos, já que os seguintes trazem a realidade e o pessismo, que ela acredita não existir. Ela implica e briga, demonstrando o amor mais puro que alguém poderia sentir. Ela busca nos outros certezas e verdades, mas não percebeu que não conhece nem ao menos suas próprias. Ela quer fugir, mudar, morar na praia. Ela é capaz de qualquer coisa quando cega, mas no momento além de cega, está paralizada. Ela desistiu do destino e dos milagres, a vida não passa de coincidências. Ela não procura uma história de filme, isso ela já tem. O que ela mais almeja é a vida real, mas essa, é ilusória demais para se tornar realidade.

sábado, 17 de abril de 2010

Ironia seria dizer que tudo o que a gente passou é normal e digno de compreenção, dizer que tudo se encaixa perfeitamente e que seguimos em uma linha. Não é assim, nunca foi.
Eu sempre perdida nas palavras ditas e tu nos pensamentos não admitidos. Eu sempre me despedindo, me desfazendo e voltando. Vou sempre me despedir e voltar, já virou hábito, me despeço pra voltar mais forte, mais intensa. Quando não te vejo, te pressinto. Quando não te escrevo, te leio, dentro de todos os sinais e caligrafias que me mostras quando estou contigo.
Tudo faz sentido, tudo tem um significado escondido, uma metáfora que não foi decifrada, talvez isso explique o motivo de eu pensar tanto. Minha insônia não muda a claridade. De claridade nos basta o sol, o resto vamos levando por sombras, entre luas e estrelas.
O que mais me impressiona é que a simplicidade sempre acaba movendo tudo. Transforma detalhes em histórias, vírgulas em exclamações. Qualquer coisa é motivo para desentendimento, qualquer desculpa é aceita para poder voltar. Antes nos considerava opostos por inteiro, hoje percebo que somos às vezes idênticos. Mas não são nossas diferenças que nos unem, nem tampouco nossas semelhanças. Nossas dúvidas até nos atraem, mas o que nos prende de verdade é, com certeza, a falta de explicação.
E quando se fala em explicação, falo de todos os casos e sentidos. Palavras não explicam o jeito que nos conhecemos, não explicam a nossa contrariedade por implicância e a nossa concordância por nossos princípios, sempre considerados os mais nobres. Palavras não explicam o nervosismo ao te ver em setembro, a vergonha em te ver em outubro, a felicidade em te ver no verão, a falta de explicação ao te ver agora. Faltam palavras pra explicar, sobram pra sustentar a explicação. É por isso que nos entendemos absolutamente. Quanto mais confusos, mais intensos.
Poderia tentar explicar o tempo, o teu maior aliado, o meu melhor inimigo. Mas o tempo é tão complicado quanto nós, às vezes rápido, às vezes devagar, de repente até pára. Simples pra ti, impossível pra mim. Nunca sei quando foi tempo suficiente. E te admiro por saber.
Te admiro por sempre saber. Saber o que dizer e o que não dizer. Como agir e quando. Admiro a tua amizade e consideração por todos que te cercam. Admiro o teu sorriso constante, mesmo em dias de chuva. Admiro tua tranquilidade diante de problemas. Admiro tu falta de jeito ao olhar. Admiro o teu cuidado com as minhas loucuras. Admiro tua preguiça e teus esforços. Admiro tua paciência com os meus problemas. Admiro tua dificuldade em entender o que eu digo. Admiro tuas desculpas, que nem sempre sinceras. Admiro teus vícios, assim como teus princípios. Admiro tua maturidade e personalidade, independente do que os outros pensem. Admiro teus pontos de vista. Admiro quando consegues me irritar. Admiro quando me surpreendes. Admiro quando faz eu me despedir toda vez que brigamos e voltar.
E volto sem querer, sem saber, sem entender. Volto por perceber que tudo o que voltou não foi desperdiçado. Talvez agora irá entender o motivo de eu recortar frases, isolar sons e guardar expectativas. Os rascunhos nunca são jogados fora. É a partir deles que se cria a obra, é a partir deles que nasce o amor. É por causa deles que te escrevi em mim e me coloquei nas tuas mãos.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Quem fala a verdade uma vez, pode não ser verdadeiro pra sempre. Quem mente uma vez, será eternamente um mentiroso.

fácil

Então se olha pro outro lado, se caminho no lado oposto da calçada, se dorme ao lado contrário da cama. Muda-se a forma de agir, mas os atos são os mesmos. Muda-se a forma de pensar, mas os sentimentos são os mesmos. Resolve-se acordar, mas o sonho é real demais para saber se continua-se sonhando.

terça-feira, 13 de abril de 2010

Não é

Não é covardia, mas não consigo te olhar nos olhos por muito tempo. É falta de jeito, é timidez, não sei explicar. É medo por falar mais do que já falo, por deixar revelar mais do que já transpareço, medo por me entregar totalmente.
Não é falta de assunto ou de interesse, mas todas as palavras somem quando estou contigo. Me torno muda, penso em tantas coisas, mas não há nada que me pareça apropriado pro momento.
Não é falta de vontade, mas não consigo agir, não me permito a liberdade de te abraçar, de te puxar. Fico com receio de te sufocar, de te prender de tal forma a não poder soltar mais.
Não é que eu não tenha motivos, eles até sobram, mas não há algum que seja verdadeiramente convincente e explique a minha paranóia.
Não é desespero, carência ou obsessão. Me chamam de louca, doente, cega ou qualquer outro sinônimo de apaixonada.
A contradição do que eu sinto e faço atrapalha e confunde. Porém, a mesma sempre foi suficiente para explicar o fato de tudo isso não ser nada além de amor.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

me encontra que eu me encontro

[...]Perdida no tempo, nas horas, nos dias. Perdida na rua, em casa, nos melhores lugares. Perdida sozinha, às vezes com pessoas estranhas, perdida até com os melhores amigos. Na busca de te achar, acabo me perdendo e não há caminhos certos, não há respostas. Não importa o que falem, não importa teorias, nem tampouco as regras. Somos a excessão, somos a incoerência, somos o inexplicável. Então ando perdida pela vida, apesar de estar sonhando, indo a lugar nenhum, indo sem saber. Com a cabeça nas nuvens, os pés no chão e as mãos livres. Esperando te encontrar sempre em cada esquina, tirar tuas mãos do bolso e me achar por um tempo indefinido. Mesmo sem direção, sentido e explicação, acabo me levando a ti. Assim, não encontro somente tuas milhares formas de sorrir, mas também o que há de melhor em mim. [...]

sexta-feira, 9 de abril de 2010

nem nós sabemos

É diferente. Quando nos olhamos, é diferente. Do nada me perco e me acho olhando pra ti, pro teu jeito, pras tuas milhares de formas de dizer alguma coisa. É diferente porque esse contato inicial eu nunca tinha tido. Esse momento real de descoberta diária, nunca aconteceu comigo. A gente se olha, a gente ri, e algo mexe comigo. Mexe a ponto de te esperar de segunda a segunda, a ponto de ter vontade ao acordar cedo, a ponto de me preocupar com as tuas obrigações sempre inacabadas. Rio do nada, rio de ti, rio da gente, rio simplesmente por te ter do meu lado. Eu sempre distraída, sempre longe, sempre atenta, nem percebo quando pára me observando, quando quer falar, mas nosso silencio corresponde a muito mais, quando sorrimos e traduzimos coisas que nem sabemos se estão acontecendo. Ninguém percebeu, inclusive tu também não. Talvez nem mesmo eu tenha percebido e nego qualquer tipo de interesse. A aproximação foi espontânea e em pouco tempo ficamos dependentes. Implicamos, brigamos, nos abraçamos. Pouco a pouco o contato se torna essencial, não conseguimos mais ficar separados, nossos pés não permanecem mais afastados, assim como tua mão não larga minha caneta, sempre desenhando qualquer coisa abstrata. Ou então quando seguro teu braço para dizer alguma coisa, quando te empurro se diz alguma besteira, quando ri dos meus erros idiotas ou quando mexe no meu cabelo enquanto durmo. Nossa alegria e inspirarão é unica, há tempos não me sentia tão bem. A simplicidade nos move, não consigo imaginar qualquer tipo de futuro, tu me faz querer o presente e nada além disso. É o que motiva meus dias antes tão estressantes, agora tão agradáveis. É o que faz aquelas 5 horas passarem como 5 minutos. É o que me faz não me importar com os problemas e agir de acordo com o que me faz bem. E no momento é tu quem me faz sobreviver a minha rotina, é tu que ta despertando um lado que eu achava que tivesse perdido. Talvez até tivesse perdido, mas agora o encontrei em ti.

domingo, 4 de abril de 2010

Largue o faz de conta e depois diz se não gostou

quando chove

Em dias de chuva é sempre mais fácil olhar pra trás, sempre mais fácil enxergar tudo o que passou, o que se adquiriu e o que permanece. A vida faz com que a simplicidade torne cada momento importante. Mudamos de opinião diriamente, a busca do que é certo e o que faz bem é infinita, já que as respostas se invertem assim que achamos saber de tudo. Quando se tem certeza que o acaso existe, mostra-se que tudo já estava escrito de uma maneira e que cada segundo depende do anterior. Nada é por acaso, a vida não é feita de coinscidências. As idéias se absorvem, os ideais ficam mais fortes. Não se sabe por onde começar, pra qual lado ir, como continuar. Quando sem caminhos para seguir, é só deixar a vida leva e a sorte buscar. E se chove, ainda mais fácil, o chão está molhado e desliza.

sexta-feira, 2 de abril de 2010

As pessoas não mudam, elas apenas demonstram um lado que não conhecíamos.

semnome

Tudo muda as poucos. O dia-a-dia traz pequenos detalhes, que na verdade não são detalhes, já que capazes de transformar. Nos aproximamos e separamos, ficamos íntimos e estranhos. Nos entendemos em cada vírgula, o que muitas vezes foi suficiente para nos afastar. Depois de uma saudade infinita e de reconhecer tudo o que o silencio substituiu, nos lembramos que não somos totalmente opostos. Percebemos que não são nossas diferenças que nos unem, tãopouco nossas semelhanças. Nossas dúvidas até nos atraem, mas o que nos prende de verdade é, com certeza, a falta de explicação.

segunda-feira, 29 de março de 2010

O quereres e o estares sempre a fim
Do que em mim é de mim tão desigual
Faz-me querer-te bem, querer-te mal
Bem a ti, mal ao quereres assim
Infinitivamente pessoal
E eu querendo querer-te sem ter fim
E, querendo-te, aprender o total
Do querer que há e do que não há em mim

terça-feira, 23 de março de 2010

palavras apenas provocam. se quiser surpreender, aja.

sábado, 20 de março de 2010

pague o preço

Não há motivos para se deixar abalar. Não há motivos pra medo do que era previsível. O que importa é não desistir. Sempre se acha razões para continuar, por mais miseráveis que sejam. Enquanto a felicidade existe, não precisa colocá-la em risco. Não tem necessidade de palavras cheias, frases comoventes e inteligentes. Não quero convencer ninguém.
Então continue, sei as consequências de viver uma fantasia, mas insista. Tropeçar ainda é andar, pedir desculpa ainda é avançar, o silêncio é um jeito de amar. Mas então não desista por medo, nem por fraqueza, não desista por se achar incapaz, sempre somos capazes. Não vou ficar esperando alguem me salvar, eu me garanto, me salvo sozinha. Eu mesma arranjo minha loucura, sei viver bem.
Se há silêncio, ria. Se não quer conversar, faça mistério. Uma hora o silêncio vai estar acumulado demais.
Não há explicação, siga. Não se precisa entender para saber que o dever é arriscar. Não pense duas vezes, telefone. Não fique envergonhado, admita. Volte atrás, a vida é feita de percepções mesmo que atrasadas.
Se acha que não estou certa, diga olhando pra mim que sou o momento errado na tua vida. Sempre serei o momento errado. Serei o momento errado da tua vida, serei parte dela. Serei tua complicação, o teu erro mais contundente. Serei a vida do teu erro para errar mais seguido.
Se ninguém quer falar nada, não desista. O que mais precisamos é de estranheza para renovar a intimidade. Não há íntimos que não foram estranhos um dia. Então seja estranho e quando achar que foi tempo suficiente, fique louco. Declare-se apaixonado, faça promessas inconscientes, depois ache um jeito de pagar o preço, ache as palavras para se explicar. Ame aos poucos, por empréstimo. Ou então ame devendo. Ame falindo. Mas ame para não criar arrependimentos e culpa de tudo aquilo que não foi feito, tudo aquilo que não considerou digno de atitudes. Seja mais real que a minha dor.
Enquanto isso eu sigo pensando em te largar, criando coragem para ficar. Olhando para os lados nas busca de saída, mas me convencendo que devo olhar para o horizonte. Fechando os olhos com a intenção de esquecer, mas ficando cada vez mais perto de te encontrar outra vez (em um sonho). Esse é o preço de viver uma fantasia. Me ajuda a pagar? De repente nos tornamos verdadeiros e vamos além da imaginação, rumo à realidade.
Não desista.

quarta-feira, 17 de março de 2010

Não espere

Não espere porque o tempo passa. E passa tão rápido que não se percebe o quanto esperamos por coisas que não aconteceram e nem poderão acontecer. Não espere, porque quando a hora chegar, o encanto não será o mesmo, a vontade estará cansada e o que poderia ser um importante acontecimento, não será mais importante, apenas um acontecimento. Acontece e acaba. Acaba porque durante todo esse tempo, a relação vai se desgastanto, a mesmice diária traz tédio, os conflitos repetitivos e as dúvidas que nem lembradas mais são. Então não espere porque no final não vale a pena, nunca vale. Só serve para enxergar o quanto de tempo se perdeu, serve só para ganhar uma lição e se desiludir. No final restam apenas 1 ou 2, para relembrar com saudades. Apenas 1 ou 2 para sentir culpa ou se arrepender. Arrepender por ter esperado tanto, ou simplesmente por não ter agido. Não espere demais dos outros, não espere demais para agir. Quando se encontrarem de novo perceberão que esperavam pela perfeição de tudo. Dê chance à imperfeição. Não espere.

terça-feira, 16 de março de 2010

Resista a tudo - menos a tentações.

solidão abstrata

As pessoas seguem suas vidas, passam o sinal, sincronizam o tempo. Ninguém percebe nada, ninguém pensa em olhar pros dois lados e enxergar o óbvio. Quem repararia no óbvio quando se tenta ir tão além. Não se chega nem no longe, nem no perto, apenas se vai. Os muros da cidade falam alto, tão alto que não os escutam. Palavras doloridas e insuportáveis que ele não queria ouvir. Ele cansou da violência que ninguém mais via, cansou de sentir o que ninguém nem se quer fingia entender. Ele quis voltar para casa, ficar no seu mundo e esquecer tudo o que um dia poderia ter sido diferente, tudo o que é impossível de mudar. Ele viajou nos seus pensamentos, se impressionou com a capacidade de todos mentirem a mesma mentira e sentirem a mesma indiferença sobre tudo. Ele observou os quadros na parede e descobriu milhares de formas de interpretá-los, observou milhares de fotos e achou todas iguais. Relembrou as vozes, que ou caladas ou repetindo as mesmas frases. Eu ofereci um lugar pra ficar e ele me olhou como se sempre soubesse que eu era de outro mundo, distante demais do que onde ele estava. Então sorriu e traduziu sua esperança diante da vida, com a força de quem sabe que a hora certa vai chegar. Lágrimas no sorriso, 4 paredes, segredos que ele não podia suportar, mas não conseguia contar. Continuou andando pelas mesmas ruas, porém acompanhado. A cidade crescia e tudo ficava cada vez menor, me espantava que as pessoas queriam ir embora de tudo o que elas próprias construíram. Todas iguais e tão desiguais, umas mais que as outras. Com toda essa hiprocrisia, ele me pediu pra ir em frente e não largar os meus princípios, mas não me avisou que ele iria ficar pra trás. Então fui sozinha e entendi que a vida não é um jogo de palavras cruzadas onde tudo se encaixa o tempo todo. O que será que ele quis dizer com tantas palavras mudas? Ele foi embora, mas sabia que no dia seguinte iria voltar. Enquanto isso fui indo, entendendo os objetivos do jogo, procurando as razões da vida, encontrando diferenças em tudo o que via. Cheguei até a pensar que fosse liberdade. Engano meu, solidão.

segunda-feira, 15 de março de 2010

As nuvens andavam pelo céu, chovia. O sol demorou a vir. Só não demorou tanto quanto a chegada dos pensamentos mais óbvios em mim. Não adianta manter-se quieta, não há motivo para ficar em silêncio, não quero me esconder, nem ao menos fugir. Não importa o que os outros digam ou pensem, eles nem sabem o que eu sinto, eles nem sabem o que me faz feliz[...]

domingo, 14 de março de 2010

mude hoje

Abrir a janela pra deixar o sol entrar, já ajuda. Ou de repente deixá-la aberta durante a noite pra bater vento. Comprar algumas flores ou qualquer outro sinônimo de alegria. Ler algum livro ou até mesmo uma revista sobre moda. Cortar o cabelo, mudar o visual. Sair a pé, sem nenhuma direção, com o objetivo de encontrá-la. Olhar o sol nascer, olhar o sol se pôr, olhar a lua e as estrelas caso seja tarde. Respirar, concentrar-se no ar que entra e sai de dentro do corpo, não pensar em mais nada. Ouvir uma música nova ou então não ouvir nada. Beber água, água é saudável, água faz bem. Andar de bicicleta, se não tiver, andar com os pés descalços. Na beira da praia, na praça ou até mesmo no asfalto. Com os amigos se quiser, mas preferencialmente sozinho. Separar um tempo pra si, pra conversar sozinho, pra se entender. Se chover, se molhar, desfrutar da água que cai do céu. Água é saudável, água faz bem. Ou então assistir os pingos descer pela janela, se isso não for trazer lembranças. Lembranças não serão preciso no momento, vamos inclusive deixá-las de lado. Pensar no futuro também não é o certo, deixa que ele vai chegar por conta própria e de acordo com os caminhos do agora. Falando em caminho, podemos pular as pedras que nele estiverem e parar para observar os animais, a natureza. Carros, pessoas e fumaça também estão incluídos, é preciso de um agito, é preciso de verdade, afinal falo da realidade, não estou em nenhum paraíso, longe disso. Para chegar lá, so mudando de rumos, sacudindo a poeira, trocando a música, se conhecendo. Já que pra mudar, precisamos, antes de conhecer outras pessoas e lugares, conhecer a nós mesmos.

casa enfeitada

Não adianta, é diferente pra quem olha do lado de fora. Sempre é. Quem está dentro de casa, não enxerga a poeira, a sujeira que tudo vai se tornando aos poucos. E quando enxerga, tenta disfarçar. De repente algumas flores, pintar as paredes de outras cores, esconder o pó embaixo do tapete, aplicar vernizes. Os outros não entendem os enfeites, continuam achando tudo horrível, não sabem como se vive em um lugar assim. E ventos fortes chegam, a bagunça aumenta, o incômodo se desenvolve. Tenta-se de todas as formas apenas mudar, não se pensa na possibilidade de ir para outro lugar, mesmo até que esse outro seja melhor. Acredita-se que vale a pena investir, tentar arrumar, manter o que parecia tão bem assentado e funcionando. Mas há coisas que não dá para disfarçar e tampouco reformar. E quando se percebe, só restam 2 alternativas: ou muda-se para outro lugar ou deixa-se a casa cair. Se insistir-se em permanecer, que não se machuque quando a queda acontecer. Os outros avisaram, afinal, eles viram tudo do lado de fora.

sábado, 13 de março de 2010

zevlat

Uma resposta. Ela pode ser rápida e curta ou pode ser com detalhes e explicações. Pode vim acompanhada de medos e angústias, mas confie em mim, eu entenderei tudo. O que mais me chama atenção é que embora penses, saibas e sintas tanto, não tem forças pra falar. Podia levar pra realidade essa tua segurança que tens por dentro. Sei que o que te interessa são mudanças, mistérios, procura. As coisas não podem ser prontas, não podem ser certas. São as dúvidas que te movem, é o diferente. E apesar de ser tão diferente de ti, não encontras em mim a diferença da qual precisas. Talvez queira algo mais oposto ou não tão diferente assim. Talvez nossas igualdades se afastem e nossas diferenças não nos completem.

fica pra outra hora

Não é o que se pode chamar de uma história original, mas não importa, aconteceu. Ter a esperança de que irá acordar e tudo terá mudado. Mais difícil que mudar é acordar. Estando em planetas diferentes tudo fica complicado, apesar de a distancia nos deixar tão próximos. Posso contar nos dedos as vezes em que nos abraçamos, as vezes em que te senti. Aprendi um outro tipo de afeto, o sem toque. Sei decor todas as vezes que nos vimos, tenho detalhes de cada segundo, de cada olhar. O teu sorriso que disfarça tão bem, que ameniza todo tipo de ódio que eu poderia ter. O sentimento se torna uma agonia, as lágrimas não têm motivo. Porém não há motivo maior do que o de não ter motivo. Inclusive com a gente sempre foi assim, sem motivos, sem explicações. Tantas vezes nos enganamos, tantas vezes pensamos errado. Falo de ti também, que acreditava ler meus pensamentos, fingia entender o que eu sentia. Longe disso. O meu sorriso era só disfarce, nem preciso mais disso. Resolvi demonstrar desinteresse, me impressiono por ter conseguido por tanto tempo. E todas as tuas palavras ficaram pelo avesso, tudo o que eu acreditei veio na contra mão de repente. Com certeza não estás entendendo nada, palavras complicadas demais pra racicínio rápido. E se formos falar em agilidade, não só tempo seria necessário, mas paciência. Então vamos deixar de lado a pressa, pelo menos por agora, ela já me incomodou demais nos ultimos tempos. A não ser que seja pra fugir, mas se for fugir, fuja já. Assim eu poderia me achar de novo, poderia encontrar tudo o que levou de mim. Não adianta, tu não sai, eu sigo. Sigo dizendo que tudo está bem, por que não estaria? Dizendo que o calor do sol é suficiente, ou há algo que seja mais quente? Dizendo que é indiferente, que já foi, já até esqueci. Se eu disse que esqueci, não acredite, é mentira, nunca esqueço. Posso não pensar, não lembrar, mas longe de esquecer. Mesmo assim, não duvides de mim, tão pouco da minha capacidade de resolver inesperadamente. E inesperadamente acontece o acaso, o único que nos une. Se ele não age, continuamos parados. E saiba que ficar parado é mais difícil do que ir ou voltar. Tão ingênuos que são meus pensamentos, que escolho o impossível. Confio mais no acaso do que em ti. Ao menos ele age, nem que seja raramente. E assim nos encontramos e fazemos com que cada segundo seja único (afinal realmente é). Com um sorriso disfarçado, um olhar que fala mais do que tudo que eu já falei, do que tudo que deixastes de falar por medo ou qualquer coisa. Medo nem tenho mais, o que poderia acontecer de diferente? Já passamos por tudo: já decorei teus passos, aceitei tuas falhas, entendi tudo aquilo que não queres, descobri o teu sorriso. Só me falta ler teus olhos. Isso fica pra outra hora, não é assim que sempre acabamos, adiando?

segunda-feira, 1 de março de 2010

Se sair, feche a porta

Quando já se esperou demais por uma decisão ou atitude e nada se resolve, precisamos inventar algum modo de resolver, mesmo colocando tudo em riscos. Mesmo que os riscos tragam tudo o que não se quer ouvir. Estamos conscientes, só queremos a verdade, nada além disso, é pedir muito? Para isso teremos que superar nossas certezas, tudo aquilo que achávamos que tínhamos, mas sempre esteve fora de alcance, tudo o que achávamos que enxergávamos, mas era só imaginação.
Então juntamos essa agonia, com uma coragem impulsiva e escolhemos dar um ultimato, um 'agora ou nunca', acreditamos no poder da pressa. Mas a pressa é tão grande, que não há tempo de nada, não há tempo de pensar, de explicar, de decidir. A ânsia de resolver o que ainda não se tem certeza traz nervosismo. Todo o tempo que se tinha antes, com muita calma, de uma hora pra outra foi acabado, e nesse momento tudo tem que tomar um rumo. A impaciência não permite mais promessas, ela impõe uma pressão muito forte. Tão forte que não dá nem tempo para pedir mais tempo.
E saber que em minutos, o que antes era uma vida, pode simplesmente acabar. Acabar porque pela pressão do momento, não houve chances para se dar conta, para medir as conseqüências. Se sair, feche a porta, não volte mais, apenas vá.
Descobrir que tudo o que se acreditava, era um jogo, uma mentira. Transformar um abraço em um empurrão. Ter de assumir o poder de acabar com tudo, de tomar a atitude tão esperada, de falar as palavras que sempre foram evitadas. Ter de falar tudo, mesmo sem querer.
Se sair, feche a porta. Entendi que pra ti tinha outro significado.
Se sair, feche a porta. Já me responsabilizei por muitas coisas, o teu arrependimento não estará incluído.
Se sair, feche a porta. Não pretendo esperar mais.
Se sair, feche a porta. Por favor, não me peça para dar mais motivos.
Se sair, feche a porta. Descobri que tudo foi longe de mais.
Se sair, feche a porta. Não suporto mais ter que fingir que acredito em suas desculpas, na esperança de um dia elas serem reais.
Se sair, feche a porta. Se a intenção era não machucar, a mesma não teve sucesso.
Se sair, feche a porta. Se escolher assim, não volte mais.
E então acabamos com tudo com essa frase. Toda a consideração, a amizade que se conservou por tanto tempo, é destruída com algumas palavras. A frase transformou, mudou, nada será igual. A partir de agora, o caminho é escolhido. Certo ou não, foi essa a decisão. O ultimato revela o interesse único. O ultimato mostra que não há mais palavras, tudo já foi dito. Só resta ir embora.
Quando sair, me leve contigo. Assim fecharemos a porta pra tudo o que não aconteceu e abriremos o nosso caminho. Quando sair, apenas me leve contigo.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

A Liberdade dos Pássaros

Era uma tarde fria. Os raios do sol não eram suficientes para aquecer meu corpo, que apesar de quente, buscava calor por dentro, esperava uma luz. Esperava por ele, que não aparecia, não avisava, não se importava. A sombra da árvore se aproximava, dificultando o encontro do meu corpo com os raios de sol, que agora nem mais quentes, devido ao fato de começar a se esconder. Olhava o relógio, o tempo passava devagar. Minha vontade aumentava, a esperança ia sumindo pouco a pouco, acabando com o pouco que restava de felicidade em mim. A sombra da árvore quase me cobria inteira e eu previa o fim. O escuro iluminou o que o sol escondia. Ele não viria, não havia mais motivos para eu permanecer ali. Algo me fez ficar.
Passei a observar a natureza. Os pássaros, por exemplo, tão rápidos voando, tão tímidos quando perto. Cuidadosos ao escolher apenas um fruto para comer por dias. Num dia escolhem o fruto. No outro, voltam no mesmo para continuar a comê-lo. Não têm a necessidade de acabar com tudo de uma vez. Os pássaros encontram a liberdade em prender-se. Voam para milhares de lugares, mas voltam. Mesma árvore, mesmo fruto. Encontram a felicidade por acaso, não esperam por ela. Os pássaros acompanham, fazem vôos solitários na busca de companhia. Quando o sol some, deixam o fruto tão desejado, vão para o ninho tranqüilos. Tranqüilos porque sabem que no próximo dia ele vai estar ali. Eles não esperam, eles simplesmente sabem.
No dia seguinte voltei. Mesmo com tantos desencontros, tinha esperança de que a hora certa ia chegar. Com os olhos ainda trêmulos e úmidos, me sentia bem, o calor do sol era forte demais para me deixar sentir frio. Vi ele de longe. O sentimento mais indescritível tomou conta de mim. O meu sorriso traduziu o que era felicidade. Os olhos dele, o significado de esperança. Nos abraçamos e, presa, me senti completamente livre.
Aprendi que o tempo é relativo, as coisas não acontecem por acaso, o tempo de espera não foi perdido. Foi nele que eu percebi que em todo o tempo há tempo para acontecer.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

incontrolável

Nunca é tarde, nunca é cedo. O tempo confunde, o tempo enlouquece. Nunca sabemos o que é tempo suficiente. Pra mim o muito é pouco, o perto é longe, o cedo é tarde. Minha ansiedade me comanda, me faz agir por impulso, nem preciso pensar. Assim penso demais, penso sempre, nunca paro. Mas é tarde, já foi, nada vai mudar. Por isso falo, falo tudo, não tenho habilidade de controle. Sem noção do perigo, sem medo das consequências. Não preciso de provas, não preciso de sinais, não preciso de oportunidades. Quando dá vontade, ela é ilimitada, impossível guardar. Admiro aqueles que conseguem se contentar consigo mesmo, que mantém o que é seu somente pra si. Não sou assim, preciso dividir, preciso compartilhar minha alegria, meu sofrimento, minhas dúvidas. O fácil me enjooa, sempre preciso de mais. O diferente me atrai e se faz suficiente . Suficiente principalmente pra assumir tudo o que eu tenho de mais incontrolável. Os segundos pra mim custam a passar, apesar de fazerem toda a diferença em todos os meus atos. Em segundos tudo muda, nada mais volta. Segundos é o tempo das minhas decisões e escolhas. Segundos eu levo pra odiar, pra me decepcionar, pra errar. Segundos é o bastante pra eu me apaixonar. Faço tudo, me arrependo. Penso no erro, erro de novo. Não canso de errar. Pode ser burrice, quanta gente tentou me corrigir, concluo que sou incorrigível. Mas nada adianta, quero a vida agora, quero viver tudo. Tenho pressa, tenho fome, o sono passa logo. Só não posso ficar parada, não espero respostas. Elas simplesmente chegam, mas eu não deixo de viver por elas. Considero a paciência a maior das virtudes, luto muito para obtê-la e mais ainda para mantê-la. Me chamam de louca, de doente, de exagerada, de insatisfeita, de faminta pela vida. Podem me chamar do que quiserem. Mas nunca poderão me chamar de indiferente.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Foi uma brincadeira?

então se alimenta um sentimento, se dá chance ao sonho, se tenta o desafio. Se torna real o que antes não passava de uma brincadeira. Tudo o que se falou e imaginou passa a fazer sentido. E os piores pensamentos acabam virando bobagem. Se nada foi uma brincadeira, o fato de nossos dedos encaixarem-se perfeitamente é verdadeiro. Os teus braços não permitindo me mover, de tão forte que era o teu abraço. Os teus olhos falando mais do que tudo o que um dia não teves coragem de dizer. O meu sorriso traduzindo o que é felicidade da maneira mais sincera. Quem se atreverá a dizer que foi uma brincadeira? Quem teria coragem de transformar os atos mais puros em uma mentira? Não acredito que alguém seria capaz de encarar isso como uma tentativa, um teste, um momento para decidir o que deseja de verdade. Não quero que me fale nada, não preciso de provas para perceber quanto valeu a intensidade de algumas horas presa. Experimentando a liberdade de estar completamente sem saída e assim me sentir totalmente livre. Não quero que explique, nem prometa. Não quero me responsabilizar por cobranças. Apenas quero que aconteça. Pouco a pouco vamos nos descobrindo, descobrindo o valor de ter nossas mãos juntas. Sabemos tanto e ao mesmo tempo tão pouco. Pode-se dizer até que não sabemos nada, somos ingênuos por completo, guiados pela intuição, pelo sentimento. Pela primeira vez, esqueço a razão, dispenso qualquer tipo de teorias. Elas nao servem para nada, elas invejam o que temos de mais profundo. Elas trazem o medo, quando a vontade é encarar. Trazem o limite, quando o que mais queremos é nos jogar. Trazem o orgulho, quando as iniciativas tentam se aproximar. E por fim trazem o silêncio, que é insuportável porque lembra tudo o que ele substituiu. Se foi verdadeiro, assim será para sempre, representando respeito e consideração. Vamos nos tornar cúmplices, capazes de tudo juntos. Não pode ter sido uma brincadeira, estávamos tão perto, ultrapassamos todos os tipos de barreira. Nos entregamos, nos surpreendemos. Quem será capaz de dizer que foi uma brincadeira? A verdade é que só será real quando o sentimento for mútuo, antes disso, será uma brincadeira cruel e sádica.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

quando a felicidade é excessiva, há falta de inspiração

domingo, 24 de janeiro de 2010

Sem nome

Às vezes se leva tempo para chegar a conclusões que sempre foram óbvias. Mais tempo ainda quando a resposta é única e todas as outras alternativas não servem para nada, a não ser confundir e criar conceitos falsos e injustos. No momento a certeza não é total, mas contraria tudo que já foi pensado. Antes eu não iria concluir as coisas dessa maneira, mas se todos os fatos forem verdadeiros, essa é a opção que mais se aproxima da realidade. Ela corresponderia todas as atitudes e não atitudes, faria de tudo que eu vivi real, mas tornaria as coisas mais complicadas, apesar de possíveis. Até poucos dias era um mistério. Agora que descoberto se torna um desafio, que eu não tenho medo de encarar. Não espero por mais nada, espero apenas conseguir te tirar desse labirinto. Labirinto que te envolveu e criou barreiras fortes, capazes de impedir, de evitar, de dificultar. Agora me encontro presa nele e só vou me desprender quando a destruição do mesmo acontecer. Mas aí será tarde demais, estarei presa em ti.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

e quando for tarde

Não precisa falar nada, não preciso de suas razões, elas só me confundem. Talvez assim seja até melhor. Te entendo se quiser ir embora, não vai ser a primeira vez nas últimas 24 horas. Se dependesse de mim tudo seria diferente, mas não se trata da minha vontade. O rumo que tudo está tomando nas últimas semanas é diferente do que se esperava. E como se esperava. A afinidade está maior, os mistérios estão sumindo, a emoção como já é antiga está cansada. Tão cansada quanto eu. Não consigo te imaginar longe, mas ao meu lado é perto demais para ser possível. Provamos que o tempo desenvolve, porém não significa que ele não acabe. Agradeço por entrar na minha vida, mas no momento eu saio dela. Não foi isso que eu quis, nunca foi. Você sabia. Eu tentei, mas minha impaciência não está permitindo ir até o fim. O tempo passou rápido demais, causando atrasos. Procuro seguir, você tenta me prender. Me prender num atraso que nem se sabe se vai andar realmente. E quando for tarde demais, nada estará perdido, apenas atrasado o suficiente para não ter acontecido.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Incompetentes por inteiro

No fim, acabo entendendo. Ultimamente as perguntas sobre qual era o seu problema atormentavam minha cabeça. Agora percebo que o problema era meu. Até eu cairia de amores por mim se não me conhecesse. Finalmente reconheci minha incompetência diante de tanta coisa, que prefiro nem começar para não denunciar minha incompentência completamente. Não posso viver de palavras, além delas está a transparência. Sem elas estou totalmente pura, indefesa, sem meios para me justificar. Sem palavras, me torno incompetente por inteiro. Como vou inventar minhas regras, se estarei vivendo? Como vou ser direta, se minha timidez me bloqueia? Minha incompetência não permitiria ele ao meu lado, ele não aguentaria. Como escutar se eu não teria palavras para dizer? Teria de me descobrir. Desafio que competência alguma seria capaz de solucionar. Então descubro que minha incompetência te torna incompetente.

capacidade anulada

Sempre achamos que somos capazes. Capazes de mudar tudo, de corrigir erros, de trazer pessoas de volta, capazes simplesmente de transformar. Acreditamos no nosso poder, ignoramos as possíveis falhas, a opção de dar errado. Pensamos que podemos salvar as pessoas, que elas só são assim porque não nos conhecia antes. E então engatamos num processo de ilusão sem fim, guiados por uma esperança intocável. Não importa o que as pessoas digam, o coração não escuta verdades, apenas as descobre depois de um tempo. Enquanto isso criamos teorias inacreditáveis para não desistir do que sentimos. Preferimos não descobrir se a vontade é mútua para continuar sonhando. Quando descobrimos, já é tarde demais para desistir. Depois de inúmeras tentativas que só não tiveram sucesso por 'detalhes', aceitamos que possuímos a capacidade de tentar mudar, mas somos incapazes se sozinhos.
It's hard to go on, when you know that you just don't know

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

o amor da forma mais louca

O que eu sinto por ele é totalmente único, verdadeiro e puro. Ele foi capaz de buscar em mim os pensamentos mais bonitos, as palavras mais sinceras, o sentimento mais louco e inexplicável. Me permitiu ser quem eu sou, me tornou a pessoa que sou, me trouxe tudo aquilo que eu tinha e ainda não sabia. O que eu sinto não tem tradução, o que se passa pela minha cabeça quando qualquer coisa relacionada a ele acontece é indescritível. Ele me mostrou que se precisa pensar para obter palavras e agir para obter sentimentos. Ele me fez perceber que para se magoar são necessárias coisas boas e não é necessário perder para dar valor, e sim ser presente. Ele me mostrou que a consideração deve ser mais forte que tudo e confiança é a base. Ele me provou que simpatia não ignora timidez. Ele me ensinou que se precisa de meses para construir um relacionamento, mas o tempo é ignorado quando se apaixona. Com ele aprendi o significado do silêncio e o valor de 1000 palavras. Ele me guiou por um caminho que se tornou um labirinto, fazendo com que eu me perdesse nos seus mistérios. Ele me trouxe uma felicidade que eu desconhecia, me deu coragem para amar sem exigir algo em troca. Me fez entender que cada um pensa de um jeito, se importa de um jeito, sente de um jeito. Ele valorizou o que eu sinto, apesar de não enteder a intensidade. Me proporcionou as lágrimas mais puras, que não continham raiva, mas ódio, que não continham tristeza, mas incompreensão, que não continham desespero, mas amor. Me fez viajar pros lugares mais distantes, pensar as coisas mais absurdas, viver do jeito mais espontâneo, transformar momentos simples em grandes acontecimentos. Ele se fez insubstituível pra mim, me assustou quando ameacei trair meus sentimentos, mas me segurou quando eu pretendia me jogar. Ele me enlouqueceu 10 vezes por dia, 5 vezes por noite, 1 vez por sonho. E por fim, me deu razões para amar do modo mais sincero, louco e apaixonado, aceitando todas as respostas, entendendo todos os motivos, acreditando em todas as enrolações, entregando todos os segredos, esperando sem pressa. Me deixou entender o amor, como uma loucura. Afinal, se não fosse louco, não seria amor.

agora já foi

A raiva sobe, as energias ruins começam a me consumir, o ódio invade, o arrependimento não permite qualquer esperança de reacontecimento. Agora, não tem volta. As coisas vão acontecendo, por impulso não se controla, por rapidez não se pensa, por vontade se entrega. E assim de repente, aconteceu, e nada mais pode ser feito. O arrependimento carrega culpa e perturba, mas provoca um bloqueio que proibe qualquer ultrapassagem para que o mesmo se repita.

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Quanto vale a hipocrisia?

Nos dias de hoje nos deparamos com milhares de situações que muitas vezes desrespeitam não só as leias, como também o próximo. As incivilidades, que em certos casos tornam-se estúpidas; e as infrações, que nem sempre são percebidas por quem as comete; deviam, no mínimo, preocupar a sociedade a ponto de fazê-la repensar suas atitudes.
No momento em que uma pessoa se considera cidadã da cidade onde vive, a mesma tem a obrigação de respeitar tudo e todos que com ela convivem. De fato isso não acontece. Os cidadãos vêm tendo atitudes relaxadas e mal educadas como: jogar lixo na rua, grudar chiclete embaixo do assento, deixar de recolher as necessidades do animal de estimação, ou até desrespeitar a preferência na hora de pegar uma vaga no estacionamento. E, além disso, têm a cara de pau de reclamar dos outros, se indignar e acabam usando e abusando da hipocrisia.
As infrações são cometidas diariamente e então se tornam um hábito, um fato normal e desvalorizado, quando este devia ser um ato de desrespeito, que infringe a lei. Baixar músicas da internet, sonegar impostos, fumar em locais públicos, ultrapassar o sinal vermelho, parar sobre a faixa de segurança; são atitudes proibidas, que são desconsideradas para aqueles que as cometem. A falta de reconhecimento da obra ou do cidadão predomina. Todos dizem que pensam no próximo, que concordam com a lei, que zelam por um país organizado e então mais uma vez a hipocrisia toma conta.
O país precisa de pessoas educadas, honestas, dispostas a fazer pequenas mudanças nas suas rotinas, que poderão ser grandes transformações se cultivadas. Vamos optar pelo caráter, pela coragem, pela justiça. Vamos abandonar a falta de ordem, o desrespeito, a tentativa de superioridade, de trapacear. Vamos pensar de forma justa, parar de julgar os outros, agir civilizadamente e lutar por uma sociedade sadia.
Apenas o caráter e a educação têm o poder de conquistar tais objetivos. Se o pensamento se manter oposto às atitudes, nada adianta. Afinal, quanto vale a hipocrisia?

Tantas vezes me falaram, eu não acreditei. A minha certeza era tão forte que ultrapassava todos os níveis de pureza, se tornando até egoísta. Apesar de reconhecer a ilusão, quis aproveitá-la por todo o tempo que ela esteve comigo. Dei chances falsas, ás vezes vejo tua capacidade e me responsabilizo por ela. De nada adianta. Enquanto não acabar com tudo isso, não permito possibilidade de recomeço. Aprecio a liberdade quando distante dela, neste momento ela nao vale nada. Me mostrastes de todas as formas o quão futil és e tudo que é capaz de fazer para me fazer enxergar. Teu carinho me trouxe paz por minutos e ansiedades por dias. Não tenho necessidade desse tipo de afeto. Sempre fala, ameça, garante, inventa sonhos, promete. Mas nunca teve interesse verdadeiro, nunca se preocupou, nem quis me entender. Não sei onde quer chegar, nem que caminho está seguindo, mas percebo que não estou incluída nos planos. Então sugiro que vá embora, nem me dê satisfações. Apenas vá, sem hesitar, não se preocupe comigo, não precisa fingir mais. Prometo não atrapalhar, recolher meu ciúme, minha possessividade. Por favor não se demore, não se enrole, detesto despedidas. Vá logo, mas se for, não volte.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

melhor calar-se

E quando tudo e todos se apresentam contra os sentimentos e pensamentos que estavam tão decididos, o cuidado deve ser maior. Pelo contrário das outras vezes, ainda tenho controle da situação e estou certa das minhas atitudes. Discordo das palavras que tentam ser sinceras, daquelas que querem o meu bem e me aproximo do perigo. Por um milagre não estou com medo, me sinto segura apesar de estar sem apoio e ouvindo todos os tipos de conselho que me dizem pra não seguir desse jeito. Uma certa hipocrisia me acompanha e ao mesmo tempo me mantém despreocupada em relação a vida. As pessoas não se dão conta que agem igual, que fazem tudo da mesma maneira, talvez com mais cuidado e sem tantos inimigos, porém fazem igual e têm a cara de pau de culpar os atos tão inocentes e incapazes de defesa de um ser que apenas pensa e age do modo que eles. São atos normais que não merecem preocupação. Mas quando tais atos são valorizados, os mesmos têm a obrigação de ser respeitados. Isso demonstra uma clássica ação de hipocrisia: denunciar alguém por fazer certa ação, enquanto desenvolve a mesma. Representar a posse de virtudes, idéias e sentimentos que não possui não levam a nenhum lugar, apenas demonstram um fingimento que talvez seja inocente e despercebido, mas não é sincero. Após muito refletir e me irritar, percebo que conselhos de tal nível não merecem ser ouvidos. E mesmo admirando essas pessoas, reconheço os defeitos delas assim como elas me mostram os meus. Quanto vale seguir o caminho sugerido por tais pessoas, quando este não existe nem mesmo para elas?