delírios em palavras



terça-feira, 29 de junho de 2010

te amo

eu amo o jeito que falas comigo
e o fato de sempre se preocupar,
amo quando o mundo pára
toda vez que fico a te olhar

eu amo a tua falta de pressa,
a tua calma e simplicidade,
te amo até nas nossas brigas,
sempre por contrariedades

eu amo me identificar contigo
e poder ser eu sem ter que fingir
amo saber que te tenho comigo
e que não há mais para onde fugir

eu amo o fato de o tempo passar
e apesar de a saudade sempre aumentar,
não ter medo de te esperar
e contar as horas para te encontrar

eu amo como sempre consegues me entender
e a partir disso me ensinar a viver
com todos os defeitos e virtudes que pode se ter,
me levando a arriscar sem temer

eu te amo do tamanho do sol
que insiste em teus olhos transformar
e cada vez que te encosto me queimar
com o fogo que arde ao me esquentar

te amando eu vou seguindo
sem querer nunca parar
me perdendo e me encontrando
respirando no teu mar

te amando eu vou vivendo
sem cansar de te querer
e te querendo sempre mais
nem sei sem ti viver

te amar é minha alegria
é a luz do meu dia-dia
é a vontade de acordar
e ter a certeza de que vou me apaixonar
toda vez que em ti pensar.



domingo, 27 de junho de 2010

desaprendi

Não sei mais escrever. As palavras faltam, somem, nada é digno de tradução. Os pensamentos voam, a alma desperta, os sentimentos são inquietos. Mas não adianta, a inspiração não vem. Dizem que quando tudo está completo que é o momento de descrever a felicidade. Eu não consigo, não sei fazer isso. Prefiro deixar a felicidade comigo, evitar o desperdício e guardar em mim o que sinto e vivo. É difícil escolher as palavras certas, organizar as idéias, explicar a maravilhosidade da vida. As coisas boas não se explicam. Não há razões e motivos para traduzir o que se sente. É assim que se explica o que se sente; com a falta de explicação.
Não sei mais escrever, resolvi demonstrar o que eu sinto de outro jeito.

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Por mais que prefira o calor, não se aproxime de mais do sol; ele queima.

terça-feira, 22 de junho de 2010

o que me faltava

É estranho escrever a paz. É estranho desenhar entre as linhas a calma que eu sinto quando estou contigo. É estranho ter certeza, depois de meses sem saber. A normalidade que tudo acontece me tranquiliza, apesar da constante falta de ar ao te ver, apesar dos arrepios e do batimento acelerado. Apesar de todos os pesares. Meu sono é mais profundo, meu dia mais feliz, os pensamentos me levam pra longe e sempre acabo chegando em ti. Anos não proporcionam tanta alegria, como a que sinto com algumas horas do teu lado. Anos não foram tão intensos, quanto segundos em ti presa. Não se explica o toque, não se explicam as palavras mudas, não se explica o sentimento tímido se entregando, não se explica o cheiro penetrando, nem mesmo a espontaniedade ao te contar histórias. As flores ficam mais bonitas, o sol nasce mais quente até mesmo nos dias chuvosos e o tempo passa com a mesma pressa que sinto enquanto te espero. As frases não comovem mais, a tristeza não inspira, a caneta falha as palavras inteligentes e restam somente as puras ou as invisíveis. Quando estou contigo o mundo pára, as luzem apagam para permitir brilho às estrelas e eu abro a porta. E enquanto entras, entra também o teu amor de mãos dadas com a certeza. A certeza de te ter comigo até quando não estou contigo. Como se só isso faltava para trazer vida à minha vida, como se agora tudo estivesse completo e preenchendo os espaços vazios. Felicidade, paz, tranquilidade, vontade de viver. Agora não me falta mais nada. Só alguns dias pra te ver de novo.

domingo, 13 de junho de 2010

além do que se sente

Quando o que se quer é muito mais que um sonho, é real. Quando se acha o que se escondia e se descobre o que se procurava. Quando o que te completa, não só te preenche, como te sustenta. Quando se enxerga o visível e o invisível, sem medo de caminhar com os olhos fechados. Quando se vive com a intensidade de quem ama e a urgência de quem deseja. Quando se quer aproveitar ao máximo, tentando deixar um pouco de si e levar um pouco de ti a cada toque. Quando se vive tudo o que sempre se quis e não achar palavras para traduzir o que antes eram frases soltas. Não é amor. É muito mais que isso.

sábado, 12 de junho de 2010

antes as palavras sobravam, hoje elas faltam e quando aparecem dizem muito pouco e são insuficientes. talvez elas não digam nada ou não traduzam a intensidade de cada segundo. palavras não bastam mais.

terça-feira, 8 de junho de 2010

um dia

um dia você saberá
o que o brilho de uma estrela pode significar
quantos passos se dão para chegar ao mar
tudo o que eu te falei foi pra te mostrar
que basta fechar os olhos para enxergar
as voltas que o amor nos faz dar
para criar coragem e chegar ao mesmo lugar
que eu te esperaria se não fosse te buscar.

sexta-feira, 4 de junho de 2010

insuficiente

Quando se tem o que se quer, mas não o que se sonha. Quando se acha o que se escondia, mas não o que se procurava. Quando o que te completa, não te preenche. Quando se ama com coragem, mas recua na entrega. Quando se enxerga o invisível, já que o visível cegava qualquer atitude. Quando se quer recuperar o tempo desperdiçado e se vive com a urgência de quem prevê a morte. Quando se quer aproveitar ao máximo, pelo medo de não estar aproveitando tudo. Quando se vive tudo o que sempre se quis, e ainda assim, considerar insuficiente e querer mais.
Amar nunca basta. Quando basta, não é amor.

quinta-feira, 3 de junho de 2010

me deixa apenas te sentir, esquecer a vida e ter a liberdade de estar presa.

escolha

A felicidade não se explica quando encontrada. Ela acontece e cabe a cada um decidir o modo que irá vivê-la e por quanto tempo.