delírios em palavras



quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Foi uma brincadeira?

então se alimenta um sentimento, se dá chance ao sonho, se tenta o desafio. Se torna real o que antes não passava de uma brincadeira. Tudo o que se falou e imaginou passa a fazer sentido. E os piores pensamentos acabam virando bobagem. Se nada foi uma brincadeira, o fato de nossos dedos encaixarem-se perfeitamente é verdadeiro. Os teus braços não permitindo me mover, de tão forte que era o teu abraço. Os teus olhos falando mais do que tudo o que um dia não teves coragem de dizer. O meu sorriso traduzindo o que é felicidade da maneira mais sincera. Quem se atreverá a dizer que foi uma brincadeira? Quem teria coragem de transformar os atos mais puros em uma mentira? Não acredito que alguém seria capaz de encarar isso como uma tentativa, um teste, um momento para decidir o que deseja de verdade. Não quero que me fale nada, não preciso de provas para perceber quanto valeu a intensidade de algumas horas presa. Experimentando a liberdade de estar completamente sem saída e assim me sentir totalmente livre. Não quero que explique, nem prometa. Não quero me responsabilizar por cobranças. Apenas quero que aconteça. Pouco a pouco vamos nos descobrindo, descobrindo o valor de ter nossas mãos juntas. Sabemos tanto e ao mesmo tempo tão pouco. Pode-se dizer até que não sabemos nada, somos ingênuos por completo, guiados pela intuição, pelo sentimento. Pela primeira vez, esqueço a razão, dispenso qualquer tipo de teorias. Elas nao servem para nada, elas invejam o que temos de mais profundo. Elas trazem o medo, quando a vontade é encarar. Trazem o limite, quando o que mais queremos é nos jogar. Trazem o orgulho, quando as iniciativas tentam se aproximar. E por fim trazem o silêncio, que é insuportável porque lembra tudo o que ele substituiu. Se foi verdadeiro, assim será para sempre, representando respeito e consideração. Vamos nos tornar cúmplices, capazes de tudo juntos. Não pode ter sido uma brincadeira, estávamos tão perto, ultrapassamos todos os tipos de barreira. Nos entregamos, nos surpreendemos. Quem será capaz de dizer que foi uma brincadeira? A verdade é que só será real quando o sentimento for mútuo, antes disso, será uma brincadeira cruel e sádica.

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