delírios em palavras
quinta-feira, 4 de novembro de 2010
a gente
e então tu me abraças e me beijas, como se fosse a primeira vez. E assim a gente se construiu, eu te protejo, tu me defendes e formamos a sintonia perfeita. O teu abraço faz meu sorriso, que te tranquiliza aos poucos. O céu nos guia, sol e vênus, eu, tua flor. Nossos caminhos somos nós mesmos, uma estrada sem fim, o horizonte nos nossos olhos. E então eu te pego pela mão, tu me pegas no colo, eu carrego uma risada, tu carregas um sorriso de canto, e a gente segue, vivendo, sonhando, descobrindo a vida na vida um do outro. E a gente se abraça, a segurança eleva, o medo vai embora. A gente se permite, a gente foge dos outros, a gente deita e olha pro céu. A gente conta as estrelas, a gente se olha, a gente desliga os nossos celulares. A gente vai além, a gente não sai da cama. A gente dança, a gente dorme, a gente fala. E dentro de tantos verbos, nos libertamos e nos possuímos, até esquecermos qualquer medo que possa duvidar da gente. A gente desliga a TV, a gente fecha a porta e apaga luz. E de repente estamos nos amando. Infinitamente nos amando. Como se o mundo fosse nosso. Como se fossemos um só.
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