Não é covardia, mas não consigo te olhar nos olhos por muito tempo. É falta de jeito, é timidez, não sei explicar. É medo por falar mais do que já falo, por deixar revelar mais do que já transpareço, medo por me entregar totalmente.
Não é falta de assunto ou de interesse, mas todas as palavras somem quando estou contigo. Me torno muda, penso em tantas coisas, mas não há nada que me pareça apropriado pro momento.
Não é falta de vontade, mas não consigo agir, não me permito a liberdade de te abraçar, de te puxar. Fico com receio de te sufocar, de te prender de tal forma a não poder soltar mais.
Não é que eu não tenha motivos, eles até sobram, mas não há algum que seja verdadeiramente convincente e explique a minha paranóia.
Não é desespero, carência ou obsessão. Me chamam de louca, doente, cega ou qualquer outro sinônimo de apaixonada.
A contradição do que eu sinto e faço atrapalha e confunde. Porém, a mesma sempre foi suficiente para explicar o fato de tudo isso não ser nada além de amor.
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