delírios em palavras



terça-feira, 3 de novembro de 2015

Não me pede



Não me pede pra ser oito, se meu mínimo é oitenta;
Não me pede pra calar, se a voz que me sustenta.
Não me pede pra ser calma, se minha essência é a inquietude;
E não fica aí parado, porque o que eu prezo é atitude.
Não me pede para parar, se me movo por ansiedade;
Não me pede pra ser sincera, porque eu falo a verdade.
Não me pede pra ser tranquila, se eu só vivo de amor;
Não me pede pra ser chuva, porque eu vivo de calor.
Não me pede pra ser cinza, porque eu sou todas as cores;
Não me pede pra ser uma, se sou feita de amores.
Não me pede pra ser tua, se não for meu por inteiro;
E nunca diga ‘para sempre’ se não for verdadeiro.

Nenhum comentário:

Postar um comentário